Programa Bilha Solidária chegou a oito mil famílias por mês

Governo tinha quatro milhões para apoiar famílias mas só foram usados 255 mil euros. Falta de divulgação e burocracia explicam fraca adesão ao programa, segundo a Deco.

A alta dos preços da energia tem pesado nos orçamentos familiares, uma situação que foi agravada pela guerra e que contribuiu para que a cotação do gás natural disparasse. Para mitigar o agravamento da fatura energética, o governo relançou em abril deste ano o Programa Bilha Solidária, que previa a comparticipação de dez euros por garrafa, por mês, aos beneficiários da tarifa social de energia elétrica e de prestações sociais mínimas. Durante os três meses em que vigorou, o apoio abrangeu 25 542 botijas no montante de 255 420 euros, de acordo com os dados fornecidos ao DN/Dinheiro Vivo pelo Ministério do Ambiente.

O valor total gasto pelo Executivo corresponde a 6,3% da verba de quatro milhões de euros que tinha reservado para este programa que iria abranger os mais de 800 mil beneficiários da tarifa social de energia. Em maio, o apoio foi ainda alargado a todas as famílias titulares de prestações sociais mínimas. Mas, em média, o programa foi procurado por cerca de oito mil famílias por mês. Em abril abrangeu 7512, em maio 9518 e em junho o número recua para 8512.
A explicar a fraca adesão estiveram fatores como a falta de divulgação deste apoio e a burocracia do processo para as famílias serem ressarcidas, segundo a Deco. "O principal feedback foi a ausência de divulgação junto de quem podia ter direito ao programa, nem sabiam da sua existência", explicou Elisabete Policarpo ao DN/Dinheiro Vivo.

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