Desempregados inscritos são mais 37%. No Algarve disparam 216%

Depois da ligeira descida em junho, o desemprego registado voltou a subir em julho. Face ao ano passado disparou 37%.

O número de pessoas inscritas nos centros de emprego em Portugal disparou 37% no mês de julho, face a igual período do ano passado, e 0,2% na variação mensal.

Os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) mostram um agravamento do desemprego.

No final de julho, estavam inscritas 407 302 pessoas, ou seja, mais 110 012 do que no ano passado. A informação mostra um ligeiro aumento do desemprego em termos mensais depois da descida de 0,6% verificada em junho face a maio - a primeira desde o início da crise pandémica. Em cadeia, representa mais 637 pessoas a engrossarem o contingente de desempregados.

Numa nota divulgada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), é sublinhado, por outro lado, o decréscimo muito ligeiro no segmento dos jovens, com uma quebra de 0,3% face ao mês de junho, representando menos 136 pessoas inscritas. É "o segundo mês com descidas em cadeia do desemprego jovem", refere o comunicado do gabinete de Ana Mendes Godinho.

Desemprego no turismo dá sinais de abrandamento

Em termos regionais, o Algarve continua a apresentar as taxas homólogas de desemprego mais elevadas, ultrapassando, de novo, os 200%. Um valor que não será alheio à quebra no turismo em Portugal. "A nível regional, no mês de julho de 2020, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com exceção da Região Autónoma dos Açores", refere o boletim estatístico do IEFP, indicando que "dos aumentos homólogos o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+216,1%). No oposto encontra-se a região dos Açores com -1,4%".

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