Nova greve dos camionistas dia 12

Motoristas de materiais perigosos avançam para nova paralisação em agosto.

Segunda-feira, 12 de agosto. Será o primeiro dia da nova greve dos camionistas. E será novamente por tempo indeterminado. O pré-aviso já foi entregue, sabe o Dinheiro Vivo, apesar de a reunião entre sindicatos e a associação do sector, na DGERT - Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho, ainda estar a decorrer e dos apelos, nomeadamente da Apetro, a associação que representa as petrolíferas portuguesas, ao bom senso dos camionistas para evitar uma nova paralisação.

"Desejamos que essa negociação evite uma nova greve", avançara ainda esta tarde António Comprido em declarações ao Dinheiro Vivo, à margem da sessão Mais e Melhor Informação em Energia, promovida pela Adene, Agência para a Energia. "Independentemente de todas as medidas que se possam tomar para mitigar os efeitos da greve, ela será sempre muito disruptiva para a vida dos cidadãos, das empresas e para a economia. O sindicato diz que a greve é uma bomba atómica mas não a podem atirar sem mais nem menos", considerou António Comprido.

De pouco terão servido os pedidos, porém. E apesar de as negociações ainda estarem a decorrer o Dinheiro Vivo sabe que a paralisação vai mesmo acontecer no início da semana do feriado de 15 de agosto, época que marca o início e o fim das férias de grande número de portugueses.

A Federação Sindical dos Transportes (FECTRANS) e os sindicatos Independente dos Motoristas e o dos Motoristas de Matérias Perigosas têm vindo a negociar a revisão do Contrato Coletivo do setor com a ANTRAM, desde maio, tendo acordado um protocolo com a vista à implementação de um salário base de 700 euros para os camionistas, em janeiro de 2020. A este salário base, acrescem vários subsídios inerentes ao desempenho da atividade e as diuturnidades.

A FECTRANS levou hoje à mesa de negociações uma proposta para, em janeiro de 2021, o salário base passar para os 850 euros, mais subsídios de função. Com Diogo Ferreira Nunes

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.