Moody's sobe rating português

É a primeira vez em três anos que a agência de notação financeira mexe no rating do país.

A Moody's subiu esta sexta-feira o rating da república para Baa2 . Há três anos que a agência de notação não mexia no rating português, que se mantinha no nível Baa3.

Este era o último grau da categoria de investimento de qualidade e apenas um degrau acima do nível de 'lixo'.

Tem sido a agência que atribui o rating mais baixo ao país, mas ao mesmo tempo a que tem melhor perspetiva para a economia nacional. Esta sexta-feira, em comunicado, a agência confirmou que subiu o rating em um nível.

Quanto ao outlook, a perspetiva a longo prazo para a evolução da qualidade do crédito, este foi revisto de positivo para estável e está agora equivalemnte à perspetiva das outras agências de rating aceites pelo BCE para avaliar a elegibilidade de uma dívida soberana para o seu programa de compra de ativos, nomeadamente a Fitch, a S&P e ainda a canadiana DBRS.

No comunicado em que confirma a subida do rating, a agência refere a "expectativa de que Portugal confirme as melhorias no crescimento a longo prazo devido à utilização dos fundos NextGen da União Europeia (o PRR) e ainda as reformas estruturais" e mostra "confiança em que a dívida soberana de Portugal comece a descer nos próximos anos devido a um forte crescimento económico e uma melhor eficácia da política fiscal".

O Ministério das Finanças já considerou que este é um "sinal muito positivo e de credibilidade para o país". "A Moody"s não atribuía ao Estado Português um nível de rating tão elevado desde 2011" e "esta é também a primeira subida de rating da República Portuguesa desde o início da pandemia, um sinal muito positivo para a credibilidade para o país e para a segurança e estabilidade financeira das famílias e das empresas."

""A melhoria anunciada acontece num contexto de crise, após um ano e meio de pandemia, o dá um sinal muito forte sobre a estratégia económica e orçamental que o Governo adotou até aqui e também de confiança na capacidade que o país tem de recuperar da crise pandémica", afirma o ministro das Finanças, João Leão.

O ministro refere ainda que ""já em 2021, perspetivamos pagar menos cerca de 3 mil milhões de euros de juros do que em 2015. Um resultado que se deve em muito ao rigor e responsabilidade orçamental dos últimos seis anos. É importante continuar este percurso, retomando a trajetória de redução do rácio de dívida pública/PIB, que só foi interrompida devido à pandemia. Tenho a mbição que depois da Moody"s, outras agências subam o rating, permitindo melhores condições de financiamento para a República, por forma reduzir os encargos do país e aumentar os ganhos para todos os portugueses".

Filipe Morais é jornalista do Dinheiro Vivo

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