Minuto imobiliário: Vai comprar casa numa das sete cidades com mais de 100 mil habitantes?

Em parceria com o Dinheiro Vivo, todas as sextas-feiras, o consultor imobiliário José Cabral, especialista no mercado residencial da Grande Lisboa e autor do blogue A House in Lisbon, lança um vídeo de cerca de 60 segundos com dicas muito práticas sobre tudo o que é importante no mercado imobiliário. Esta é já a segunda série de episódios.

São vários fatores que influenciam o preço das casas. Sendo que o mais relevante é a localização. Mas o valor do imóvel vai depender de variáveis como o ano de construção, a tipologia, as áreas, a exposição solar, os acabamentos, entre outras.

A localização é, de facto, o fator mais relevante, segundo os peritos, uma vez que está associado àquilo que mais contribui para o sucesso da venda - a procura. Há cidades e mesmo bairros ou zonas onde a procura é maior e, naturalmente, nesses lugares, o metro quadrado é mais caro, fazendo subir os preços das casas.

Também o ano de construção é tido em conta. Por norma, quanto mais antiga for a casa, menor será o seu valor. Mas há exceções. Nomeadamente em situações em que o imóvel está muito bem conservado ou passou por uma renovação.

A exposição solar é outro aspeto tido em conta. Uma casa com boa exposição solar é, por norma, mais valorizada. A luminosidade da casa também vai depender da arquitetura. A ideia a reter é: quanto mais luz tiver, maior é o seu valor.

A tipologia do imóvel e as suas áreas também são consideradas. Uma casa com três quartos valerá sempre mais do que uma com apenas um. No entanto, aqui as áreas são fundamentais. Se a casa tiver boas áreas, mesmo com poucas divisões, pode haver de imediato uma valorização do preço final no mercado.

Mas, mais uma vez, a localização do imóvel será chave.

Veja também: Minuto Imobiliário. Onde estão os bons negócios imobiliários? (Vídeo)

Avaliação bancária na habitação subiu para 1.292 euros/m2 em janeiro

O valor mediano de avaliação bancária na habitação subiu para 1292 euros por metro quadrado em janeiro, um valor que representa mais sete euros que de dezembro de 2021. A taxa de variação fixou-se em 10,4%, em termos homólogos, sendo que em dezembro do ano passado a taxa foi de 11,2%.

"Refira-se que o número de avaliações bancárias consideradas ascendeu a cerca de 30 mil, mais 19,8% que no mesmo período do ano anterior", indica o Instituto Nacional de Estatística (INE) no Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, divulgado esta última quarta-feira.

De acordo com o INE, a maior aumento, relativamente a dezembro de 2021, registou-se nos Açores, com 3,4% e a menor verificou-se na região norte, com 0,5%. Todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas. "Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor mediano das avaliações cresceu 10,4%, registando-se a variação mais intensa no Algarve (16,5%) e a menor no Alentejo (5,6%)", refere ainda o documento.

Foi no Algarve, na Área Metropolitana de Lisboa e no Alentejo Litoral que se registaram valores de avaliação superiores à mediana do país, 38%, 34% e 2%, respetivamente. Beiras e Serra da Estrela foi a região que apresentou o valor mais baixo em relação à mediana do país, -48%.

Veja aqui todos os episódios do Minuto Imobiliário.

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