"Tenho sempre a sensação de estar em dívida, não é verdade? Talvez porque esteja sempre próxima das pessoas e as pessoas e as empresas sistematicamente reportem isso", disse Ana Abrunhosa, salientando que o Governo tem reduzido as portagens nestas vias, "mas há que continuar a consolidar este esforço", até porque as portagens entretanto já aumentaram mais uma vez, "e aumentaram também para o Interior".."É uma questão que é política e nós inscrevemos, como é sabido, uma norma programática no Orçamento do Estado para 2023. Essa norma previu a constituição de um grupo de trabalho. Esse grupo de trabalho tem uma proposta e é uma proposta que também o próprio Orçamento do Estado prevê que se apresente, no limite, até junho e, portanto, estamos a trabalhar", disse a ministra, numa audição perante a Comissão de Economia, no parlamento, em Lisboa, sem assegurar que este prazo vai ser cumprido..Ana Abrunhosa afirmou que o trabalho que está a ser feito tem em conta "não só na proposta de redução das portagens das ex-SCUT [estradas que eram sem custo para o utilizador], mas também da Via do Infante, que é também uma promessa".."Até agora, da parte do Ministério da Coesão Territorial e dos ministérios envolvidos [nomeadamente o Ministério das Infraestruturas] temos estado a trabalhar neste sentido, conforme nos comprometemos no Orçamento do Estado ", disse..Ana Abrunhosa destacou o impacto que a isenção de pagamento nestas estradas pode ter nas contas do Estado.."Só para vos dar nota, a isenção dos três pórticos da A41, na zona da Maia, e o pórtico da A28, em Viana do Castelo, que são aqueles que nos surgem aqui com mais evidência, tem um impacto por ano, se os retirarmos, de 11,6 milhões de euros, portanto, isso também tem estado a ser equacionado", exemplificou.