Taxa de desemprego de setembro revista em alta para 10,9%

A estimativa provisória da população desempregada em outubro é de 553,7 mil pessoas e a da população empregada é de 4,570 milhões de pessoas

A taxa de desemprego situou-se em outubro nos 10,8%, segundo a estimativa provisória divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que reviu em alta os valores de setembro para 10,9%, face à estimativa inicial de 10,8%.

A estimativa provisória da população desempregada em outubro foi de 553,7 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,570 milhões de pessoas.

A estimativa definitiva da taxa de desemprego de setembro, segundo o INE, foi de 10,9%, mantendo-se inalterada face ao mês anterior e tendo diminuído 0,1 pontos percentuais face a três meses antes.

A estimativa definitiva da população desempregada de setembro situou-se em 558,2 mil pessoas, tendo diminuído 0,3% em relação ao mês precedente (menos 1,6 mil pessoas).

A estimativa definitiva da população empregada de setembro foi de 4,568 milhões de pessoas, o que representa uma diminuição de 0,1% face ao mês anterior (5,1 mil pessoas).

Segundo o INE, a taxa de desemprego das mulheres (10,9%) foi superior à dos homens (10,7%), tendo ambas diminuído 0,1 pontos percentuais face a setembro.

A taxa de desemprego dos jovens situou-se em 28,9% (mais 0,3 pontos percentuais face a setembro, enquanto a dos adultos foi de 9,4% (diminuindo 0,1 pontos percentuais face ao mês precedente).

O aumento mensal observado na taxa de desemprego de outubro resultou, segundo o instituto, do aumento da população desempregada (1,3% ou o equivalente a 6,9 mil pessoas) e do decréscimo da população empregada (0,4% ou o equivalente a 18,9 mil pessoas).

Em outubro de 2015, a taxa de desemprego tinha sido de 12,4%.

Para a redução homóloga, contribuiu a diminuição da população desempregada (12,2% ou o equivalente a 77,1 mil pessoas) e o acréscimo da população empregada (2% ou o equivalente a 90,7 mil pessoas), refere o INE.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.