Não tem a certeza se ganha bem ou mal? Simulador do Eurostat responde-lhe

Aplicação permite comparar o rendimento do agregado familiar com a média nacional. E também conhecer a realidade dos diferentes países da União Europeia

Um agregado familiar com dois adultos e duas crianças (menores de catorze anos), cujo rendimento líquido mensal seja de 2300 euros, já está numa situação que pode ser considerada privilegiada face à realidade nacional: 80% das famílias portuguesas, considerando o referido agregado, levam para casa menos do que esse valor. Já se aplicarmos estes números à realidade alemã, os mesmos dados colocariam esta família no extremo oposto, entre os 20% da população com mais baixo rendimento.

Este é apenas um exemplo dos exercícios que podem ser realizados através da nova ferramenta divulgada pelo Eurostat na sua página de Internet.

O simulador acompanha um relatório deste organismo comunitário no qual se verifica que, entre subidas e descidas, o rendimento real dos agregados familiares da União Europeia cresceu apenas 1% desde o ano 2000. O risco de pobreza tem baixado mas continua elevado em alguns países. A Bulgária (40,4% da população), a Roménia (38,8%) e a Grécia (35,6%) são os países em maior risco. No extremo oposto estão a República Checa (13,3%), a Finlândia (16,6%), a Dinamarca e a Holanda (ambos com 16,7%).

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