Ryanair admite despedir até 500 pilotos e 400 tripulantes de cabine

O lucro da empresa caiu 21% no primeiro semestre do ano e o presidente executivo da companhia aérea diz que os despedimentos são "simplesmente inevitáveis".

A Ryanair admitiu esta quinta-feira que poderá despedir até 500 pilotos e 400 tripulantes de cabine, devido ao impacto do "brexit", ao aumento do preço dos combustíveis e ao atraso na entrega dos aviões Boeing 737 Max.

A companhia de aviação irlandesa avançou com detalhes em relação a este assunto, depois de o seu presidente executivo, Michael O'Leary, ter exposto os planos de reestruturação num vídeo enviado na quarta-feira aos trabalhadores, em que pede "desculpa" pelas "más notícias".

No vídeo de quatro minutos de duração, a administração da companhia aérea explica que os despedimentos na Ryanair, que atualmente conta com 19.000 trabalhadores, são "simplesmente inevitáveis".

Na segunda-feira, Michael O'Leary informou que o lucro da transportadora aérea caiu 21% no primeiro semestre do exercício fiscal, para 243 milhões de euros, face a idêntico período do ano fiscal anterior.

O gestor justificou, então, a queda do resultado líquido como consequência também do embaratecimento dos bilhetes e do aumento dos custos da frota, devido "sobretudo aos grandes aumentos salariais dos pilotos e tripulantes de cabine nas negociações realizadas no ano passado".

"Estas más notícias surgem duas semanas depois de anunciar que os atrasos na entrega do (Boeing) Max significavam que, em vez dos 58 novos aviões para o verão de 2020, teria agora de adquirir apenas 30", salienta a administração no vídeo divulgado internamente.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.