Recessão pode agravar défice até 2%, afirma Centeno

O ministro das Finanças admite um agravamento do saldo até dois pontos percentuais em caso de recessão. Metas de Bruxelas não seriam violadas.

Mário Centeno admite que uma recessão poderá fazer crescer o défice até dois pontos percetuais, elevando o saldo acima de -2% do produto interno bruto, no pior dos cenários.

Numa entrevista ao Jornal de Negócios, o titular da pasta das Finanças mostra-se, contudo, tranquilo. "O que esperaria que um próximo governo fizesse, confrontado com uma crise, seria deixar os estabilizadores automáticos funcionar", afirma Centeno, referindo-se, por exemplo, ao aumento dos subsídios de desemprego ou à menor receita fiscal que reagem automaticamente ao ciclo económico.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.