Projetos inovadores premiados no Capitólio

Uma app para os camiões gastarem menos combustível e um projeto para uma nova geração de satélites de telecomunicações foram esta noite premiados no Altice International Innovation Award

Das 80 candidaturas saíram dois projetos vencedores. O Altice International Innovation Award entregou ontem 50 mil euros à startup que levou a concurso o Fuel Save -- uma app que permite aos camionistas racionalizarem o gasto de combustível nas viagens e assim reduzirem substancialmente as emissões de carbono -- e 25 mil euros à Towards 5G, projeto académico que contribui para a geração de uma nova geração de satélites de telecomunicações baseados em processadores poderosos para melhorar consideravelmente as comunicações onde a fibra não chega.

Os prémios foram entregues esta noite no Capitólio, resultado de mais um passo no caminho que a Altice tem aberto à inovação, cujo melhor exemplo é a Altice Labs (que conta já com mais de 700 profissionais altamente qualificados em I&D, com produtos e soluções em 35 países e abrangendo um universo de mais de 250 milhões de utilizadores).

"Integrar na estratégia da Altice Portugal a realização do Altice International Innovation Award é mais uma evidência sólida da valorização da inovação como prioridade estratégica, não só para o desenvolvimento de um ecossistema de stakeholders fundamentais, mas também para o do próprio país, cujas economia e capacidade competitiva dependem diretamente do investimento em inovação tecnológica", reagiu o CEO, Alexandre Fonseca. O responsável não tem dúvidas de que "nesta área, a Altice Portugal é, inquestionavelmente, um dos maiores investidores em Portugal".

Também António Bob Santos, administrador da Agência Nacional de Inovação, quis destacar a importância de "distinguir projetos que nasçam do conhecimento e empresas que mais se destaquem em atividades de Investigação & Desenvolvimento". Para Santos, prémios como este, em que a Agência esteve integrada no grande júri, "é contribuir para a excelência do país".

Os projetos

De uma app para os turistas descobrirem a cidade a uma solução de carregamento de veículos elétricos, passando pela transmissão de áudio de qualquer fonte ao vivo ou gravada diretamente para o smartphone ou pela capacidade de transmitir vídeo HD através do smartphone, a variedade e riqueza dos projetos que chegaram ao grande júri para avaliação na reta final do Altice International Innovation Award tornavam a escolha particularmente difícil. Acabou por ser o futuro a decidi-los.

A ideia vencedora na categoria Startup pretende criar um futuro mais sustentável. Os seus criadores descrevem-na como sendo uma "aplicação móvel única no mercado que, recorrendo a dados em tempo real e algoritmos de machine learning, permite dar instruções, também em tempo real e num formato semelhante ao das indicações de uma aplicação de navegação, aos condutores de camiões no sentido de melhorar a sua condução e, deste modo, poupar até 20% de combustível". Com cerca de 20 camiões de diferentes transportadoras já a usar a sua tecnologia, apesar de a Fuel Save ter sido fundada neste ano, a empresa conta com um experiente grupo de conselheiros externos ligados às diversas áreas/tecnologias relacionadas com a empresa.

Na categoria Academia foi o projeto Towards 5G: Tb/s speed Telecom Payloads a destacar-se pela sua missão de modernizar e potenciar as comunicações mesmo onde a fibra não chega. A solução apresentada parte das comunicações via satélite e do seu "papel fundamental na superação do gap digital, uma vez que não é possível fazer chegar Internet por fibra ótica a todos os lugares do mundo. Uma adesão massiva a serviços via satélite irá requerer um desempenho e custo semelhantes à Internet por fibra ótica. Para atingir este ambicioso objetivo, é necessário o desenvolvimento de uma nova geração de satélites de telecomunicações baseados em processadores muito poderosos, com vista a alcançar uma capacidade total superior a 1 Tb/s", explica a autora, Vanessa Duarte. Hoje com 30 anos, esta empreendedora licenciou-se em Engenharia Física, pela Universidade de Aveiro em 2012 e está inscrita no programa doutoral em Engenharia Física, tendo nos últimos anos focado o seu trabalho no desenvolvimento de uma nova geração de sistemas de telecomunicações (payloads) para satélites, com recurso a tecnologias fotónicas, no âmbito do Projeto Europeu BEACON. O seu trabalho foi desenvolvido em Portugal, no Instituto de Telecomunicações em Aveiro, e na Alemanha, no IHP - Innovations for High Performance Microelectronics, em Frankfurt (Oder).

Exclusivos