PPE quer "esclarecimento aos europeus" sobre caso Centeno

Eurodeputado Paulo Rangel considera que iniciativa "não faz sentido"

O Partido Popular Europeu considera que há "esclarecimentos" a dar aos "cidadãos europeus", no caso das buscas da PJ ao ministério das Finanças ao debate no Parlamento Europeu, por se tratar de um caso que alegadamente envolve "o presidente do Eurogrupo". Por isso, querem levar que o assunto seja levado a debate, na quinta-feira.

"A mim o que me disseram é que se deveria fazer um agendamento para esclarecimento", tendo em conta que se trata do presidente do eurogrupo e, "naturalmente, os cidadãos europeus teriam direito a um esclarecimento, sobre a situação", relatou social-democrata e vice-presidente do PPE, Paulo Rangel, ao DN, para quem não "faz sentido" que o tema seja colocado para debate.

"Sinceramente, o que lhes disse foi que não existe, sequer, nenhuma imputação a uma pessoa. Portanto, não faz sentido", disse Rangel, considerando que "alguns elementos" da sua própria família política europeia estão a fazer "uma tempestade num copo de água".

"Consideramos uma ideia que não tem sentido absolutamente nenhum. Se já era um assunto que, tal como apareceu na imprensa portuguesa, não tem qualquer cabimento no espaço nacional, acho que ele ainda tem menos cabimento no espaço europeu", considerou o social-democrata, esperando que o assunto seja encerrado.

"Consideramos que não há nenhum motivo e nenhuma razão para que este tema seja agora sequer levado à conferência de presidentes. Isso não tem sentido absolutamente nenhum. Com a informação disponível é uma coisa totalmente impertinente. Não tem pertinência e é extemporânea", afirmou.

O socialista Carlos Zorrinho classifica igualmente como "extemporânea" uma tal intenção de levar a debate uma "proposta absurda", tendo em conta que Mário Centeno não é visado em "nenhum processo".

"Fiquei muito surpreendido. Considero que se trata de uma proposta absurda, extemporânea, tendo em conta que não há absolutamente nenhum processo em curso, em relação ao ministro das Finanças português", disse o eurodeputado socialista, para quem "o Parlamento Europeu não é, certamente, o sitio adequado para qualquer discussão deste tipo".

"Portanto, a intensão de quem fez esta proposta era claramente a de denegrir a imagem de um país que está a ter um enorme sucesso do ponto de vista económico, com uma receita que não é propriamente a do PPE", disse ainda o eurodeputado socialista, considerando que a "tentativa" de atingir o ministro não terá sucesso.

"Pois, a capacidade que ele tem demonstrado como ministro das Finanças português que vai demonstrar como presidente do eurogrupo, está acima de tudo isso", disse.

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