Portugueses gastaram mais de mil milhões no estrangeiro no verão

O valor foi o mais alto de sempre, segundo os dados revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal

Os portugueses não olharam a gastos nas férias de verão. Segundo os dados publicados esta terça-feira pelo Banco de Portugal, entre julho e setembro foram batidos recordes em compras no estrangeiro.

Os portugueses não olharam a gastos nas férias de verão. Segundo os dados publicados esta terça-feira pelo Banco de Portugal, entre julho e setembro foram batidos recordes em compras no estrangeiro.

Em três meses, as compras feitas com cartões portugueses fora do país totalizaram 1093 milhões de euros, mais 24% do que no ano passado. Foram ainda registadas 22,2 milhões de operações, mais 34% face a 2017.

Segundo a análise do Banco de Portugal, os pagamentos com cartão no estrangeiro têm vindo a aumentar nos últimos cinco anos. O pico teve lugar em agosto: foram registados 7,7 milhões de operações e gastos 384 milhões de euros.

Em cada compra, os portugueses gastam em média 49 euros. A maior parte das operações foram registadas no Reino Unido, Espanha e Países Baixos. Juntos, estes três destinos representam mais de 50% do número total de compras dos portugueses no estrangeiro.

Seguem-se França, Irlanda e Luxemburgo. Nos Estados Unidos foram registados 3% do total. Já em valor, foi em Espanha, Reino Unido e França que os portugueses gastaram mais dinheiro durante as férias de verão.

Ana Sanlez é jornalista do Dinheiro Vivo

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.