Portugal com 4.ª maior quebra homóloga no desemprego em maio

A taxa de desemprego recuou para os 8,4% na zona euro, face aos 9,2% do mesmo mês de 2017, e na UE para os 7,0%, que se compara à de 7,7% homóloga

A taxa de desemprego homóloga recuou em maio para os 8,4% na zona euro e para os 7,0% a União Europeia (UE), com Portugal a registar a quarta maior quebra entre os Estados-membros, segundo o Eurostat.

A taxa de desemprego recuou, em maio, para os 8,4% na zona euro, face aos 9,2% do mesmo mês de 2017, e na UE para os 7,0%, que se compara à de 7,7% homóloga.

Face a abril, o indicador manteve-se estável em ambas as zonas.

Segundo o gabinete de estatísticas da UE, o maior recuo homólogo na taxa de desemprego foi observado em Chipre (de 11,4% para 8,4%), na Croácia (de 11,3% para 8,9%), na Grécia (de 22,1% para 20,1%, em março) e em Portugal (de 9,2% para 7,3%).

Em maio, as menores taxas de desemprego foram registadas na República Checa (2,3%) e na Alemanha (3,4%) e as mais altas na Grécia (20,1% em maio) e em Espanha (15,8%).

Em Portugal, a taxa de desemprego de 7,3% regista um recuo em termos homólogos (9,2% em maio de 2017) e uma subida face aos 7,2% de abril.

Ler mais

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.