Nestlé admite práticas de escravatura na pesca de marisco para comida de gato

Denúncias feitas por ONG e os media levou a multinacional a investigar alegadas práticas de escravatura na pesca de marisco usado em produtos para animais de estimação da Nestlé

A Nestlé admitiu a existência de práticas de escravatura e coerção na apanha de marisco na Ásia que serve de base para a produção de comida para gato.

A conclusão resulta de uma investigação interna levada a cabo pela Nestlé desde dezembro do ano passado, depois de denúncias de ONG e notícias de media internacionais dando conta das práticas brutais e condições de trabalho não reguladas na pesca de marisco que entra na produção de algumas das marcas da Purina, como o Fancy Feast (comida para gatos).

Trabalhadores migrantes do Camboja e Myanmar são vendidos ou atraídos com falsas promessas de trabalho.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.