Montepio "não pediu coisa nenhuma" e admite voltar à isenção de IRC

Presidente do Montepio garante que a associação "não pediu coisa nenhuma" ao fisco. Crédito fiscal permitiu transformar prejuízo em lucro e Tomás Correia admite pedir novamente a isenção de IRC

António Tomás Correia assegura que a Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) "não pediu coisa nenhuma" à Autoridade Tributária. O presidente da instituição reage assim à polémica em torno do facto de, deixando de estar isenta de pagamento de IRC, a AMMG ter beneficiado do regime dos ativos por impostos diferidos - uma medida pensada para a banca que permite adiar pagamento de impostos de ativos em desvalorização, incluindo crédito malparado.

Tomás Correia afirma que a AMMG "não pediu coisa nenhuma, nem tem de pedir". O presidente da instituição esclarece que teve "dúvidas acerca do regime fiscal" e que "quem tem dúvidas tem de se esclarecer, e foi o que fizemos. Pedimos à Autoridade Tributária que nos esclarecesse sobre a situação fiscal da AMMG". A AT respondeu, informa, "dizendo que não preenchemos as condições de isenção. E não preenchendo as condições, temos de pagar impostos".

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António Tomás Correia é o entrevistado desta semana no programa "A Vida do Dinheiro", uma parceria TSF / Dinheiro Vivo que pode escutar na íntegra neste sábado depois das notícias da uma da tarde

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.