Festival de economia de Trento: Brexit, “green new deal” e África

Muito se tem falado e escrito sobre o Brexit e claro está sobre o populismo e nacionalismo na Europa. Apesar da tão falada vaga populista e nacionalista não se ter confirmado nas eleições europeias, o que é facto é que alguns partidos parecem cimentar a sua posição e outros emergem. A embrulhada do Brexit, que já resultou na demissão da Primeira Ministra Theresa May talvez ainda não tenha tido o seu apogeu: para isto basta que Boris Johnson seja eleito líder do partido conservador. Aí a indefinição irá reinar. É verdade que nas eleições para a liderança do partido conservador, regra geral, o favorito não as ganha. Pelo menos desde 1955 que assim é. Por outro lado, Boris Johnson é perfeitamente capaz de, se lhe for mais conveniente, trair a sua base de apoio e organizar um segundo referendo. A corrida a esta liderança do partido conservador assemelhar-se-á a quem consegue ser mais “pró Brexit”. Mas seria um suicídio político se o próximo líder conservador optasse por uma saída sem acordo – o referendo ao Brexit não deu a ninguém um mandato para tal e há muitos eleitores conservadores contra o Brexit.

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Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.