Farfetch, o primeiro unicórnio português, pede para ser cotada em bolsa nos EUA

Plataforma digital de venda de roupa de luxo fundada pelo português José Neves entregou um documento a requerer a oferta pública inicial nos EUA

A Farfetch está mesmo a caminho da Bolsa. A plataforma digital de venda de moda de luxo fundada pelo português José Neves entregou um documento a requerer a oferta pública inicial (IPO, na sigla original) das suas ações. A notícia está a ser avançada esta segunda-feira pelo portal especializado de moda Business of Fashion. Não se sabe, para já, quantas ações serão dispersas no mercado.

A empresa sedeada em Londres será cotada na Bolsa de Nova Iorque, de acordo com o ficheiro entregue junto da SEC, regulador do mercado de capitais norte-americano. A Farfetch pretende arrecadar até 100 milhões de dólares (87,4 milhões de euros) junto dos investidores.

O registo do IPO é noticiado quase dois anos depois de terem começado a surgir as primeiras informações sobre uma possível entrada da Farfetch no mercado de capitais. No início de novembro de 2016, a Bloomberg noticiou a alegada entrada da Farfetch na Bolsa de Nova Iorque até ao final de 2017. A notícia viria a ser desmentida pela própria empresa de comércio eletrónico de luxo.

Em março deste ano, a empresa de José Neves contratou os bancos JPMorgan e Goldman Sachs para liderar uma oferta pública inicial da empresa este ano.

Leia mais em Dinheiro Vivo a sua marca de economia

Ler mais

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.