Exportações caem 8,3% e importações recuam 4,1% em junho

O défice da balança comercial de bens atingiu 1833 milhões de euros, mais 150 milhões de euros do que no mês homólogo de 2018

As exportações portuguesas de bens diminuíram 8,3% e as importações recuaram 4,1% em junho face ao mesmo mês de 2018, possivelmente refletindo o menor número de dias úteis no período, divulgou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"Os decréscimos registados em ambos os fluxos poderão estar relacionados com o facto de junho de 2019 ter tido menos três dias úteis do que junho de 2018", nota o INE, que em maio tinha reportado um aumento de 8,5% das exportações e uma subida de 14,3% das importações, em termos homólogos e nominais.

Segundo as "Estatísticas do Comércio Internacional" do INE, é de destacar em junho a diminuição das exportações e importações de combustíveis e lubrificantes (-34,3% e -24,8%, respetivamente) e o acréscimo de 32,4% nas importações de material de transporte (maioritariamente aviões).

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em junho as exportações diminuíram 6,2% e as importações decresceram 0,2% (+9,8% e +11,4%, respetivamente, em maio de 2019).

No mês em análise, o défice da balança comercial de bens atingiu 1.833 milhões de euros, mais 150 milhões de euros do que no mês homólogo de 2018, sendo que, excluindo os combustíveis e lubrificantes, o saldo foi negativo em 1.270 milhões de euros, deteriorando-se em 288 milhões de euros face a junho de 2018.

Considerando o segundo trimestre de 2019, as exportações e as importações de bens aumentaram, respetivamente, 1,0% e 6,8% face ao mesmo período de 2018 (+5,5% e +12,0%, pela mesma ordem, no trimestre terminado em maio de 2019).

No acumulado do primeiro semestre deste ano, verificaram-se aumentos de 2,9% nas exportações e de 9,3% nas importações, o que representa uma desaceleração das exportações e uma aceleração das importações face à variação registada no segundo semestre de 2018 (+3,7% e +7,5%, pela mesma ordem).

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, os acréscimos foram de 4,5% e 9,9%, respetivamente até junho (+4,3% e +7,4%, no 2.º semestre de 2018).

De acordo com o INE, no mês de junho destaca-se ao nível das exportações (que recuaram 8,3%) a diminuição de 34,3% das vendas de combustíveis e lubrificantes, enquanto as importações decresceram 4,1% em resultado da evolução registada no comércio extra-União Europeia, dado que o comércio intra-UE registou um aumento de 1,8%.

"Salienta-se a diminuição de 24,8% das importações de combustíveis e lubrificantes e o acréscimo de 32,4% nas importações de material de transporte (maioritariamente aviões)", refere.

Relativamente às variações face ao mês anterior, "em junho de 2019 as exportações diminuíram 15,4% (+12,6% em maio de 2019), em resultado da evolução registada em ambos os tipos de comércio", e as importações diminuíram 8,9% (+6,2% em maio de 2019) "devido principalmente ao comércio intra-UE (-8,5%)".

Mais uma vez, nota o INE, "estas variações estarão em parte relacionadas com o facto de junho de 2019 ter menos quatro dias úteis que maio de 2019".

Entre os principais países de destino em 2018, destaca-se o decréscimo homólogo nas exportações para Espanha (-9,2%) devido principalmente aos combustíveis e lubrificantes, designadamente dos produtos transformados.

Já em relação aos principais fornecedores em 2018, em junho de 2019 destaca-se a diminuição homóloga nas importações provenientes de Espanha (-4,4%) e Alemanha (-7,3%), sendo ainda de salientar o aumento das importações provenientes de França (+61,2%) devido sobretudo às aquisições de outro material de transporte (maioritariamente aviões).

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