Estado fica com 33% da SIRESP. Altice passa a controlar

Quase um ano depois de anunciado, o Estado compra 33% do capital social da empresa que gere as redes de emergência. Altice Portugal reforça para 52,1%

O Ministério das Finanças anunciou esta quarta-feira que o Estado assumiu uma posição na SIRESP. A reorganização acionista da Gestão de Redes Digitais de Emergência não se ficou, contudo, pela entrada do Estado.

A Altice Portugal, que herdou o ativo da PT Participações, exerceu o direito de preferência relativamente às participações detidas pela Esegur e Datacomp, tornando-se na maior acionista da empresa com 52,1% do capital social. Ficou assim gorada a tentativa do Governo de passar para o Estado a maioria do capital da sociedade. Recorde-se que o ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita, tinha anunciado, no final de outubro do ano passado, a intenção de assumir o controlo da empresa, ficando com mais de 54% do capital. Mesmo assim, fica com o direito de nomear o presidente e dois dos três membros da comissão executiva.

"Na sequência dos incêndios registados em 2017, o Governo decidiu, no Conselho de Ministros de 21 de outubro de 2017, assumir uma posição na estrutura acionista da SIRESP, SA. Nesse contexto, o Estado irá assumir a posição acionista da Galilei, passando a deter 33% do capital social da SIRESP, SA.

Na sequência da assunção desta posição acionista, o Estado passará a indicar dois membros do conselho de administração da SIRESP SA, um dos quais o Presidente, e dois dos três membros da comissão executiva", lê-se no comunicado das Finanças. As mudanças acontecem depois dos graves incêndios do ano passado que mataram mais de 100 pessoas e de falhas detetadas no sistema de comunicações de emergência.

Paulo Ribeiro Pinto é jornalista do Dinheiro Vivo

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