Empresa de brinquedos Science4you aplica três milhões em fábrica no MARL

Para planear a época do Natal, quando "decorre mais de 60% da faturação"

A empresa de brinquedos educativos Science4you anunciou a extensão da fábrica no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), em Loures, em mais 6.000 metros quadrados, para "planear a época do Natal, quando decorre mais de 60% da faturação".

A extensão da capacidade de produção para um total de 14 metros quadrados representa um investimento de três milhões de euros para os próximos três anos, informou hoje a empresa, que comercializa produtos para 35 países.

O novo espaço deverá estar pronto "até ao início de setembro", precisou a Science4you, que se instalou no MARL em agosto de 2015.

"Dois anos depois, o crescimento da empresa obriga-nos a ter de encontrar soluções que nos permitam conseguir responder às encomendas e o MARL reuniu todas as condições para que nos pudéssemos manter aqui, mas num espaço maior que correspondesse às nossas necessidades", explicou Miguel Pina Martins, fundador e presidente executivo (CEO) da empresa, citado em comunicado.

Além da produção dos brinquedos, a Science4you tem no MARL o seu 'knowledge center' (centro de conhecimento), o que permite a "otimização do ciclo completo de desenvolvimento, produção e venda dos brinquedos da marca", segundo a empresa 100% portuguesa constituída em 2008.

Financiada por capital de risco e 'business angels' (investidores indivuduais), a Science4you foi criada no âmbito do Programa FINICIA, com um capital social de 55 mil euros, em que 45 mil constituíram micro capital de risco financiado pela Inovcapital.

Atualmente a empresa tem escritórios em Lisboa e no Porto, e filiais em Madrid e Londres.

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?