Desconto de 15% em algumas autoestradas entra em vigor segunda-feira

Vias no interior do país e Algarve, a maioria ex-Scut, são as contempladas com os descontos

O desconto de 15% a todos os veículos que circulem, em algumas autoestradas do interior do país e Algarve, a maioria ex-Scut (vias sem custos para o utilizador), entra às 00:00 de segunda-feira em vigor.

A medida, que consta de uma portaria governamental publicada no dia 20, abrange as autoestradas A23 Torres Novas - Guarda, A22 Lagos - Vila Real de Santo António e A24, entre Viseu e a fronteira de Vila Verde de Raia, no município de Chaves.

Os descontos estendem-se à autoestrada A4, denominada Transmontana, entre Amarante e Quintanilha (Bragança), mas deixa de fora o troço daquela via entre Matosinhos (Porto) e Amarante. Ainda na A4, no Túnel do Marão, recentemente inaugurado, o preço praticado já abrange os 15% de desconto, anunciou o Governo.

Abrangida é também a A25 entre Albergaria-a-Velha e Vilar Formoso, mas não no troço inicial, que liga Aveiro a Albergaria-a-Velha.

O ministério do Planeamento e das Infraestruturas anunciou ainda o alargamento do horário e de descontos especiais a veículos pesados de mercadorias nas referidas autoestradas: o regime em vigor desde 2012 de descontos adicionais de 10% no período diurno e 25% em período noturno e fim de semana para os pesados de mercadorias passa para 15% e 30%, respetivamente, e é alargado à autoestrada A4 e Túnel do Marão.

O período noturno também é alargado, em mais duas horas, tendo sido fixado entre as 20:00 e as 07:59 (sensivelmente 12 horas), quando até aqui a sua duração estava fixada entre as 21:00 e as 07:00.

Os descontos de 15% anunciados pelo Governo mereceram a crítica de várias comissões de utentes daquelas vias, que os consideraram insuficientes e reclamaram o fim das portagens.

Já empresários de Viana do Castelo consideraram "inconcebível" que a A28, que liga aquela cidade ao Porto, não tivesse sido incluída na lista das autoestradas com descontos.

O setor do turismo lamentou não ter sido ouvido pelo Governo sobre as reduções de portagens.

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