Durante quase três dias, toda a eletricidade veio de fontes renováveis

Entre sexta e segunda-feira, chuva e vento permitiram assegurar todas as necessidades em Portugal

O consumo de eletricidade em Portugal foi assegurado na íntegra por fontes renováveis, sobretudo energia eólica, durante 69 horas seguidas, ou seja, quase três dias, entre sexta e segunda-feira, anunciou hoje a APREN - Associação Portuguesa de Energias Renováveis.

Segundo um comunicado da associação, que cita dados da REN -- Redes Energéticas Nacionais, o período em que o consumo de eletricidade foi assegurado apenas por fontes renováveis em Portugal Continental decorreu precisamente entre as 16:00 de sexta-feira, dia 09 de março, e as 13:00 de segunda-feira, 12 de março.

A eletricidade de origem renovável produzida naquele período foi de 521 Giga Watts por hora (GWh), enquanto o consumo elétrico nacional foi de 408 GWh, diz a APREN, acrescentando que as centrais eólicas nacionais, só por si abasteceram o consumo elétrico em 65% daquele período.

"Estes dados reforçam o papel das fontes renováveis no abastecimento fiável e seguro das necessidades elétricas de Portugal", sublinha a associação. "Se chuva e vento permitem estes recordes no Inverno, torna-se imperioso fomentar e avaliar as mais-valias do aproveitamento da energia solar fotovoltaica", acrescenta a APREN, defendendo que "só assim se conseguirá assegurar que no Verão também se alcancem contribuições significativas de fontes de energia não emissoras de gases de efeito de estufa".

Em Portugal, as centrais de energia renovável (hídricas, eólicas, solares, geotérmicas e de biomassa) produzem anualmente, em média, 54% das necessidades elétricas nacionais, o que permite reduzir as importações de combustíveis fósseis em perto de 750 milhões de euros por ano, afirma a APREN no comunicado.

Ainda de acordo com a associação, "o setor renovável nacional permitiu criar um 'cluster' industrial responsável por mais de 56 mil empregos (diretos e indiretos) e por uma exportação de equipamentos (aerogeradores, painéis fotovoltaicos e componentes elétricas e eletromecânicas) que ascende a 400 milhões de euros por ano".

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