40% dos vendedores já admitem baixar preço das casas

Desconto face ao preço inicial já acontece junto dos vendedores que puseram casas no mercado nos últimos 12 meses

Os preços das casas têm registado valorizações sucessivas nestes últimos anos à boleia de um aumento do interesse dos investidores e do turismo e da cada vez maior escassez de ativos capaz de satisfazer a procura. Mas há cada vez mais organismos a prever que o ritmo de subidas vai abrandar e, no terreno, há já quem admita ter descido o preço ou vir a fazê-lo se o comprador o considerar demasiado elevado.

Um estudo, com base em 810 entrevistas, realizado pela rede imobiliária Century 21, mostra que 33% das pessoas que venderam casa nestes últimos 12 meses não necessitaram de baixar o preço para encontrar um comprador e concretizar o negócio. Mas uma percentagem ainda mais relevante (42,6%) afirmou ter diminuído o valor em 5% e 10% dos inquiridos dizem mesmo ter feito um desconto superior a 10%.

Quem equaciona vender um imóvel nestes próximos meses também não descarta baixar o preço se encontrar um comprador interessado e este considerar o valor 'puxado'. A ordem de grandeza do desconto é diferente, mas entre os que ponderam baixar até 5%, entre 5% e 10% ou até 10%, contam-se 70,2% dos inquiridos.

A parcela dos que admite baixar até 5% aproxima-se dos 47%, sendo que os que aceitam reduzir em mais de 10% o valor inicial com que partiram para a venda é de apenas 1,8% - bastante menos do que os que já passaram por este processo e acabaram por ter de aceitar transacionar a casa por uma valor inferior ao inicial.

E as rendas?

Do lado do arrendamento, os inquiridos também demonstram disposição para baixar os preços de forma a irem ao encontro da disponibilidade dos potenciais inquilinos. No entanto, o estudo conclui que esta predisposição é "maior do que a necessidade real de o fazer" na medida em que 78,3% dos que fecharam arrendamentos nos últimos 12 meses não precisou de baixar o preço.

Num relatório divulgado a semana passada a agência de rating Standard & Poor's antecipa que as casas continuem a valorizar nestes próximos anos, ainda que a um ritmo mais suave. Após um crescimento de 11% em 2017, a casa de notação prevê uma variação positiva de 8,5% em 2018 e de 7% em 2019.

Esta subida, acrescenta a S&P, é sustentada no crescimento económico robusto e na procura sustentada do mercado de trabalho, a que se soma a falta de oferta de casas para venda e a manutenção do interesse dos investidores estrangeiros em comprara imóveis em Portugal.

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