Inflação abrandou para 3,1% em julho enquanto PIB cresceu 2,3%

Segundo o INE, a desaceleração deve-se, em parte, a um decréscimo de preços nos produtos alimentares e nas bebidas não alcoólicas. É o nono mês consecutivo em que se regista um abrandamento nos preços.
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que a taxa de inflação em julho tenha abrandado para 3,1%, de acordo com a estimativa rápida sobre o Índice de Preços no Consumidor, publicada esta segunda-feira. É o nono mês consecutivo em que o gabinete de estatística apura uma evolução mais lenta dos preços na economia. A inflação tinha-se fixado nos 3,4% em junho.

"Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá diminuído para 3,1% em julho de 2023, taxa inferior em 0,3 pontos percentuais à observada no mês anterior", lê-se.

"Esta desaceleração está parcialmente associada a um decréscimo de preços verificado na classe dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas", adianta o INE.

A inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, que estão mais expostos às oscilações de preços, terá registado uma variação de 4,7% em julho, o que representa também um abrandamento face aos 5,3% no mês anterior.

O INE aponta que a variação do índice relativo aos produtos energéticos "ter-se-á fixado em -15% (-18,8% no mês precedente)" e que o índice referente aos produtos alimentares não transformados "terá desacelerado para 6,9% (8,5% em junho)".

A taxa de variação média nos últimos 12 meses foi de 7,3% (contra 7,8% registados no ano acabado em junho).

Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 4,3% em julho, o que compara com 4,7% no mês precedente.

Os dados definitivos referentes ao IPC, indicador que mede a inflação, para o mês de julho serão publicados no dia 10 de agosto.

Ainda de acordo com o INE, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3% no segundo trimestre face ao mesmo período do ano passado e registou uma variação nula em cadeia.

Na estimativa rápida a 30 dias das Contas Nacionais Trimestrais, o INE refere que "o Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 2,3% no segundo trimestre de 2023 (2,5% no trimestre anterior)".

Segundo o INE, "o contributo positivo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi inferior ao do trimestre anterior, observando-se uma desaceleração das exportações de bens e serviços em volume mais acentuada que a das importações de bens e serviços".

O instituto estatístico aponta ainda que em relação ao primeiro trimestre do ano, a taxa de variação do PIB entre abril e junho foi nula.

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