Incentivo para trabalhar no interior pode ascender a 4800 euros

O Governo lançou esta segunda-feira o programa "Trabalhar no Interior" com uma série de medidas para incentivar a mobilidade geográfica.

É um programa de incentivos que tem como objetivo fixar trabalhadores no interior do país. O "Trabalhar no Interior" foi lançado esta segunda-feira pelo Governo e inclui a medida "Emprego Interior MAIS", que prevê apoiar com um valor máximo de 4827 euros os trabalhadores que optem por mudar-se para regiões do interior.

O programa inclui ainda um incentivo aos estágios profissionais, que terão uma majoração de 10 pontos percentuais na comparticipação da bolsa pelo IEFP. Já a conversão dos contratos de estágio em contratos de emprego sem termo prevê uma majoração de 20%. O Executivo vai ainda flexibilizar as regras relativas ao número mínimo de alunos por curso de formação profissional. Vão ainda abrir 13 Centros Qualifica no Interior.

Será aberta uma Bolsa de Emprego que divulgará as vagas disponíveis em cada região, "para facilitar a identificação de necessidades de trabalhadores", estando ainda previstas ações de promoção.

A nota emitida hoje pelo Governo refere também a criação de incentivos às empresas para a contratação de trabalhadores, proporcionando majorações especiais de 25%, no âmbito do Contrato-Emprego.

O novo programa estará interligado com a medida, já em vigor, que pretende atrair de volta para Portugal os trabalhadores que emigraram, o Programa Regressar. Os emigrantes que regressem para o interior do país terão uma majoração do apoio de 25%. O novo programa foi desenvolvido por quatro ministérios: Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Infraestruturas e Habitação e Coesão Territorial. No âmbito do Ministério da Habitação será lançado o programa "Habitar no Interior", que irá desenvolver "redes de apoio locais e regionais para a divulgação e implementação do "Chave na Mão", que vai incentivar projetos-piloto municipais destinados ao arrendamento a custos mais acessíveis". As Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e os Municípios estarão integrados numa única rede.

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