Governo garante que défice de 2017 não vai disparar nem está descontrolado

Ministro do Planeamento e das Infraestruturas lembrou os bons resultados económicos que Portugal tem alcançado

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu hoje que o défice de 2017 não vai disparar nem está descontrolado, apesar do aumento do investimento público em mais de 25%.

"Ao longo de uns meses andámos a ouvir dizer que se tinha atrasado o investimento público para compor o défice de 2016, eu gostava de vos dizer que, nem resolvemos o défice de 2016 atrasando o investimento público, nem o défice de 2017 vai disparar ou está descontrolado por agora estarmos com crescimentos de 25% no investimento", afirmou.

Pedro Marques falava em Castelo Branco, durante a sessão de abertura do I Congresso Empresarial da Beira Baixa, iniciativa organizada pelo Associação Empresarial da Beira Baixa e pelo Jornal de Negócios.

Depois de ter lembrado os bons resultados económicos que Portugal tem alcançado, bem como os fatores que para isso contribuíram e a importância dos empresários e das empresas, o governante rejeitou críticas relativamente ao défice e mostrou-se confiante de que os bons resultados são para manter.

Segundo explicou, a compensação do investimento será obtida essencialmente através das taxas de comparticipação dos fundos comunitários e de um aumento da receita fiscal.

De acordo com o referido, tal crescimento deverá ser obtido com as maiores receitas de retenção na fonte em sede IRS, já que se prevê que o investimento público também impulsione a contratação de pessoas ou maiores pagamentos para os recursos humanos das empresas.

"(...) Portanto, volto a dizer, nem o défice do ano passado atrasou o investimento público, nem o défice deste ano vai disparar ou ter qualquer problema por causa do investimento que estamos a realizar e com muita força", acrescentou.

Pedro Marques especificou ainda algumas das componentes em que esse investimento está a ser realizado, nomeadamente o investimento de base territorial ou o investimento na ferrovia.

Além disso, o ministro mostrou-se muito confiante relativamente aos resultados económicos de 2018, assegurando que há "excelentes perspetivas" e "boas razões para acreditar num período muito extenso de forte crescimento económico em Portugal".

Entre essas razões apontou o "impacto muito significativo" que deverá ter o facto de, a partir de novembro, a Autoeuropa entrar numa fase de produção em três turnos.