Governo de Passos rejeitou 700 milhões pelo Banif

A proposta era uma "mera manifestação de interesse" e estava sujeita a "due diligence" (estudo do negócio), mas já chegou acompanhada de uma estrutura da operação

O Governo de Passos Coelho não deu sequência a uma oferta da Ample Harvest Investment Capital que admitia pagar 700 milhões de euros pelas ações do Estado no Banif, em maio de 2015. A proposta terá sido apresentada em maio de 2015, avança o jornal Público, e representaria uma perda de 15% para os contribuintes que, na altura, tinham verbas em risco de 825 milhões - incluía ainda manter todos os empregos e balcões.

Sete meses volvidos, o banco acabaria por ser alvo de uma resolução pelo atual executivo com um prejuízo para o Tesouro que pode chegar a 3000 milhões.

Segundo o jornal Público, a proposta era uma "mera manifestação de interesse" e estava sujeita a "due diligence" (estudo do negócio) , mas já chegou acompanhada de uma estrutura da operação, com valor de compra dos 61% do capital nas mãos do Estado (os 700 milhões) e contemplava todo o perímetro da instituição: a compra de todo a rede de balcões e a manutenção dos postos de trabalho tanto do banco como da seguradora Açoreana.

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