Governo admite prolongar moratórias para lá de março de 2021

Executivo não põe de parte estender outras medidas de apoio às famílias e empresas que considere necessárias. Orçamento é entregue em outubro.

O Governo admitiu esta quinta-feira, 03 de setembro, prolongar as moratórias nos créditos às famílias e às empresas para lá de março do próximo ano.

"Estamos neste momento a estudar essa questão que achamos muito relevante para perceber qual é a possibilidade e até quando podemos levar o alargamento dessa moratória", afirmou o ministro das Finanças na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, quando questionado sobre a proposta do PSD.

"Foi aprovada uma moratória sobre o crédito às empresas e às famílias que vai até março do próximo ano e que está enquadrada dentro das orientações da EBA que é a autoridade europeia nesta matéria", lembrou João Leão, admitindo estender a medida.

O PSD propôs que este regime fosse estendido até setembro de 2021, permitindo aliviar a pressão sobre as famílias, as empresas e, ao mesmo tempo, salvaguardar a estabilidade do sistema financeiro.

O tema ainda está a ser analisado, mas Leão promete ter uma solução até à apresentação do Orçamento do Estado para 2021. "É um assunto que vai estar em discussão e contamos até ao Orçamento do Estado ter novidades sobre o assunto", assumiu o titular da pasta das Finanças.

Prolongar outras medidas

Mas as moratórias sobre os créditos às famílias e empresas pode ser apenas umas das medidas de resposta à pandemia de covid-19 a serem prolongadas. O Governo admite estender outras.

"Estamos disponíveis para ir implementando as medidas necessárias para cumprir o objetivo de manter o emprego, manter a economia sólida para que, finda a pandemia e encontrada uma vacina ou um tratamento eficaz, possamos retomar um caminho de crescimento sustentável e de aproximação face à União Europeia que o país vinha a ter", afirmou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

"Foi lançado o lay-off, foi prolongado o lay-off, foram encontradas medidas substitutivas do lay-off", começou por lembrar a governante, acrescentando que é feita "a avaliação permanente das necessidades e das capacidades e vamos definindo as medidas", frisou.

No entanto, a ministra apontou "uma recuperação da atividade económica face ao momento em que foi definido o lay-off que é visível."

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