Falta de mão-de-obra especializada na construção está a acentuar-se

Federação teme que falta de trabalhadores comprometa a execução das obras e que aumente a pressão sobre os custos

A falta de mão-de-obra especializada "está a acentuar-se e constitui o obstáculo à atividade da construção", segundo a análise de março da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) divulgada esta quinta-feira.

A federação refere que a análise aos inquéritos qualitativos do Instituto Nacional de Estatística (INE) às respostas dos empresários da construção "permite concluir que os responsáveis pelas empresas encaram de forma favorável a evolução do setor", quer em termos gerais, como das suas empresas em particular.

No entanto, também é possível identificar dificuldades que o setor enfrenta, com "a escassez de mão-de-obra especializada" que "está a acentuar-se e constitui o obstáculo à atividade da construção cuja importância mais tem aumentado ao longo dos anos mais recentes", adianta a FEPICOP.

"Esta situação, a manter-se, pode comprometer a recuperação do setor da construção por dois motivos: a falta de trabalhadores para a execução das obras e o aumento da pressão sobre os custos da construção, o que, refletindo-se no aumento dos preços finais, reduzirá a procura dirigida aos produtos do setor", salienta a FEPICOP.

"Pelo contrário, e com exceção da dificuldade na obtenção das licenças, todos os outros fatores limitativos da atividade têm vindo a ser menos referidos pelos empresários, apesar de se manterem relevantes", acrescenta a federação na análise de conjuntura de março.

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