Fabricantes obrigados a fazer eletrodomésticos que durem mais tempo

Várias queixas e campanhas depois, a União Europeia prepara-se para adotar novas regras no que diz respeito à reparação de eletrodomésticos. Têm de ser mais duradouros.

A partir de abril de 2021, os fabricantes de eletrodomésticos deverão tornar os seus produtos mais duradouros, facilitando a sua reparação e disponibilizando peças de reposição até 10 anos após a compra do produto. Estas últimas terão que ser compatíveis com ferramentas comuns, sem que danifiquem o produto. As empresas também deverão assegurar que os produtos podem ser reparados por profissionais independentes.

As regras aplicam-se a lâmpadas e eletrodomésticos como máquinas de lavar roupa, máquinas de lavar loiça e frigoríficos.

Esta iniciativa da União Europeia acontece devido ao acumular de queixas, de consumidores e de ativistas pelo "direito a reparar" eletrodomésticos que avariam depois da data de garantia; o que limita as opções das pessoas à compra de uma nova máquina.

As novas regras da União Europeia pretendem combater o desperdício e aumentar a eficiência energética dos produtos.

As empresas produtoras de eletrodomésticos dizem que estas regras levantarão questões relacionadas com o risco e confiança nos produtos.

Alguns produtores já tinham tomado medidas que diminuem os danos sofridos pelo bolso do consumidor e pelo planeta. Como é o caso do Grupo SEB, que nos 10 anos de garantia que oferece aos consumidores, também disponibiliza reparações dos aparelhos, por um valor equivalente a 20-30% do preço dos mesmos; o que, embora implique um custo, cancela a necessidade de comprar um aparelho novo.

Libby Peake, membro da UK Green Alliance, disse à BBC que "estes novos critérios são um passo gigante na direção certa e poderiam resultar numa diminuição de 50 milhões de toneladas nas emissões de CO2."

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