Países da América Latina interessados no Simplex

Destacam-se os "impactos positivos" do sistema "ao nível da diminuição da corrupção, que é uma das grandes bandeiras hoje da América Latina

Muitos países da América Latina "já se mostraram extraordinariamente interessados" no Simplex, entre eles o Paraguai, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento "está ciente" das suas potencialidades do programa, disse em entrevista à Lusa a secretária de Estado da Cooperação.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tem "um enorme interesse na absorção do Programa Simplex em determinados países. Já há contactos feitos, designadamente houve com o Paraguai, para que o programa Simplex, financiado pelo BID, pudesse ser materializado naquele país. Essas negociações decorrem", explicou Teresa Ribeiro.

Mas, acrescentou a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação: "há outros países que estão interessados".

Aliás, "há muitos países da América Latina que se mostraram extraordinariamente interessados no programa Simplex", reforçou a governante.

Segundo Teresa Ribeiro, Portugal tem tido reuniões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento para explicar a importância do programa Simplex (de modernização administrativa), não apenas na simplificação da vida dos cidadãos, mas na mitigação de custos de contexto e sobre o seu papel também para as empresas "como facilitador do investimento privado".

Mas também, referiu a secretária de Estado, nas reuniões também se tem falado sobre os "impactos positivos" do Simplex "ao nível da diminuição da corrupção, que é uma das grandes bandeiras hoje da América Latina. Portanto há um conjunto de externalidades positivas do programa que nós temos mostrado".

Já com o Banco Mundial, aproveitando a nova responsabilidade do Ministério dos Negócios Estrangeiros de cogovernação e partilha de responsabilidades com as Finanças nas instituições financeiras multilaterais de desenvolvimento, o objetivo é outro.

"O objetivo de médio e longo prazo é vir a ter técnicos portugueses permanentes no Banco Mundial", disse a Secretária de Estado.

"Temos que ter pessoas lá em permanência, que tenham uma influência direta nas decisões que se tomam no dia a dia, que tenha influência na condução de determinados projetos", reforçou.

Por agora, ou seja, a curto prazo, Portugal está a negociar com o Banco Mundial um memorando de entendimento que prevê que a possibilidade de quando a instituição necessitar de especialistas que falam português pedir a Portugal a indicação de técnicos para trabalhar nas áreas necessárias, em novos projetos.

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