Dona do Pingo Doce dá 'sapatinho' de cerca de 6,6 milhões de prémios aos trabalhadores em Portugal

Retalhista alimentar tinha no início do ano atribuído prémio extraordinário anual de 10 milhões de euros aos colaboradores em Portugal relativo aos resultados de 2019.

A Jerónimo Martins distribuiu cerca de 20 milhões pelos trabalhadores do grupo dono da Biedronka, Pingo Doce, Recheio e Ara. Cerca de um terço, perto de 6,6 milhões, foi atribuído aos colaboradores da operação do retalhista alimentar em Portugal

"Cerca de 1/3 do valor foi distribuído às equipas das lojas e centros de distribuição das companhias, em Portugal", confirmou ao Dinheiro Vivo fonte oficial do grupo. Pingo Doce e Recheio são as duas cadeias do grupo no mercado nacional.

O anúncio do prémio aos trabalhadores por ocasião do Natal foi feito pelo CEO, Pedro Soares dos Santos, no mesmo dia em que a Jerónimo Martins anunciava ter fechado o ano de 2020 com vendas 19,3 mil milhões de euros. Uma subida de 3,5% em relação ao ano anterior, apesar do impacto da pandemia nos três mercados, Portugal, Polónia e Colômbia, onde o retalhista está presente.

"Foram doze meses de superação conquistados pelo trabalho dedicado das nossas equipas, especialmente das que trabalham nas lojas e nos centros de distribuição, que deram o seu melhor para servir os consumidores em circunstâncias de grande imprevisibilidade e de fortíssima pressão. Neste contexto excecionalmente difícil, que exigiu das nossas equipas na linha da frente uma grande resiliência, o Conselho de Administração aprovou, em reconhecimento do seu compromisso e sentido de missão, a distribuição, por ocasião do Natal, de um valor equivalente a cerca de 20 milhões de euros ao nível do Grupo. Entramos em 2021 certos que continuaremos a contar com a energia e o empenho de todos", adianta Pedro Soares dos Santos.

Deste montante, cerca de 6,6 milhões ficam nas mãos dos trabalhadores do mercado nacional, concretizando-se uma intenção do grupo em outubro, quando foram conhecidas os resultados dos primeiros nove meses do ano, e em que a JM dava conta de que ia avançar com o pagamento do dividendo remanescente aos acionistas.

O grupo já tinha no início do ano atribuído um prémio, de 10 milhões de euros, aos colaboradores em Portugal, mas relativo aos resultados alcançados em 2019, ano em que a Jerónimo Martins obteve lucros de 433 milhões, uma subida de 7,9% face a 2018, com as vendas consolidadas a crescer 7,5% para 18,638 mil milhões de euros.

O prémio extraordinário anual foi atribuído a 71.500 colaboradores do grupo, nos três países onde a Jerónimo Martins está presente, recebendo cada um dos colaboradores elegíveis 500 euros (+5% face a 2018), o mesmo valor em Portugal, Polónia ou Colômbia. O grupo emprega 115 mil colaboradores. Em Portugal, 80% dos colaboradores, de um total de quase 21 mil pessoas, foram elegíveis a receber o prémio.

A 16 de dezembro o grupo distribuiu 86,7 milhões de euros em dividendos aos acionistas, o montante remanescente dos dividendos, relativos aos resultados de 2019, que tinham sido suspensos quando explodiu a pandemia no país. Este valor juntou-se aos 130,1 milhões de euros de dividendos pagos em julho.

Ana Marcela é jornalista do Dinheiro Vivo

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