Commerzbank avisa: Políticas de Costa e Centeno podem fazer subir dívida

Banco alemão afirma que a competitividade de Portugal pode ser prejudicada pelas medidas do Governo

O banco alemão Commerzbank alertou esta terça-feira os investidores para o risco de que as políticas do Governo de António Costa terem um impacto negativo na competitividade da economia portuguesa e poderem fazer subir a dívida.

Numa nota aos investidores, citada pelo Jornal de Negócios, os economistas Ralph Solveen e Jörg Krämer dizem ver "um risco substancial de que o défice seja superior a 3% do PIB em 2016", ao contrário das metas fixadas pelo Governo, e acrescentam: "Ainda mais preocupante é a regulação emergente do mercado de trabalho e os custos mais elevados para as empresas".

Solveen e Krämer preocupam-se com uma subida dos juros da dívida a partir de março, altura em que a agência de rating DBRS, a única que atualmente não classifica a economia portuguesa como "lixo", emite um novo parecer.

Se a agência canadiana DBRS optar por baixar o rating português, o Banco Central Europeu poderia limitar o acesso dos bancos portugueses às suas linhas de crédito, porque o país não contaria com nenhum rating acima de lixo (as agências Fitch, Moody's e Standard&Poor's mantém Portugal nesse nível).

O banco alemão alerta ainda para a importância das eleições presidenciais para a estabilidade da economia portuguesa. O Commerzbank destaca que Marcelo Rebelo de Sousa está

à frente nas sondagens, e coloca a hipótese de o candidato associado ao PSD, vencendo, considerar uma dissolução do Parlamento.

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