CEO da EasyJet reduz salário para combater desigualdade de género

O empresário pretende igualmente atenuar as desigualdades no número de pilotos comerciais

O novo chefe executivo da EasyJet, o sueco Johan Lundgren, decidiu cortar o seu salário para ganhar o mesmo que a antiga chefe da companhia aérea, Carolyn McCall. O objetivo é combater as desigualdades salariais que ainda persistem no mundo do trabalho.

Segundo o The Guardian, quando tomou posse a 1 de dezembro, Lundgren tinha um salário anual de 842,4 mil euros. Agora, reduziu o seu ordenado para 803,8 mil euros, valor que recebia a antiga chefe executiva, Carolyn McCall.

A decisão coincide com o debate no Reino Unido sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres, após ter sido revelada a dimensão desta situação na BBC.

Lundgren pretende acabar com as desigualdades salariais existentes na companhia aérea. "Na EasyJet estamos focados em igualar os salários e promover as mesmas oportunidades para mulheres e homens. Eu quero que isto seja aplicado a todos na empresa e, de forma a mostrar o meu compromisso, pedi para que me reduzissem o salário para aquele que a Carolyn recebia quando estava na EasyJet", disse o CEO, citado pelo jornal britânico.

No que diz respeito às oportunidades de emprego, Lundgren refere o facto de apenas 4% dos pilotos comerciais serem do sexo feminino. "Eu quero que atinjamos um objetivo, não apenas de ter 20% dos novos pilotos do sexo feminino até 2020, mas que possamos atingir valores maiores no futuro", disse.

No ano passado, a EasyJet recrutou 49 pilotas.

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