Centeno nega que despesas com pessoal tenham aumentado

Ministro das Finanças contrapôs os números da UTAO e disse que a despesa caiu

O ministro das Finanças, Mário Centeno, negou hoje no parlamento que as despesas com pessoal tenham aumentado até fevereiro, contrapondo os números da UTAO, que disse desconhecer, com os da DGO divulgados no final de março.

"Eu não comento os exercícios da UTAO [Unidade Técnica de Apoio Orçamental] que não conheço. Mas na síntese da DGO [Direção-Geral de Orçamento] de fevereiro a despesa com pessoal no setor estado cai 5,5%. E até março, segundo números ainda não divulgados, continua a cair muito significativamente", afirmou Mário Centeno.

O ministro das Finanças respondia, assim, a questões colocadas pela deputada do PSD Carla Barros na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social, que recordou a nota da UTAO remetida na terça-feira aos deputados e que dá conta de um aumento com despesas de pessoal em 3,6% até fevereiro face ao mesmo período do ano passado.

"As despesas com pessoal até fevereiro de 2017 evidenciaram um grau de execução superior ao verificado no mesmo período do ano anterior. Em 2017, as despesas com pessoal refletem a ausência de reduções remuneratórias no setor público durante todo o ano, o que compara com uma reversão gradual trimestral ao longo do ano 2016", refere a UTAO numa nota sobre a execução orçamental até fevereiro em contabilidade pública remetida na terça-feira aos deputados da comissão parlamentar de Orçamento e a que a agência Lusa teve acesso.

Os técnicos que apoiam os deputados da comissão parlamentar de Orçamento recordam que o Orçamento do Estado para 2017 (OE2017) prevê um montante total de despesa com pessoal de 19.798 milhões de euros, o que corresponde a uma taxa de variação homóloga de 0,9% quando comparado com a execução provisória de 2016.

"Em termos relativos, a taxa de variação homóloga das despesas com pessoal no período janeiro - fevereiro de 2017 foi de 3,6%, ficando acima do crescimento subjacente ao OE2017", afirma a UTAO, salientando que nos dois primeiros meses de 2017, o grau de execução mais elevado na administração central verificou-se no ensino Básico e Secundário e Administração Escolar (16,5%).

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