BPI: OPA é "oportuna" e seria "muito positivo" manter BFA e BCI

O BPI já se pronunciou sobre a OPA lançada pelo CaixaBank. A operação é considerada "oportuna e amigável". Banco diz entender que é um momento é "particularmente difícil" para determinar preço

O banco liderado por Fernando Ulrich acaba de se pronunciar sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelos catalães do CaixaBank, considerando que é "oportuna", tendo em conta que cria "um quadro que aumenta o leque de alternativas para solucionar o atual incumprimento pelo BPI do limite dos grandes riscos causado pela exposição do BFA a dívida pública angolana". E diz acreditar que seria "muito positivo" para o banco manter "as atuais participações no BFA e BCI, objetivo que a consolidação referida poderá tornar possível".

Quanto ao preço estabelecido, de 1,113 euros por ação, o conselho de administração do banco diz entender a dificuldade do momento para o determinar, sobretudo tendo em conta fatores que não é possível quantificar, como "a circunstância de não haver certeza quanto ao momento e termos em que o valor atribuído à participação do BPI no BFA poderá ser monetizado, o facto de o sector bancário, e nessa medida, o BPI, enfrentar potenciais custos significativos com a resolução do BES e do Banif, o facto de nesta data não ser possível determinar o impacto dos novos 'requisitos mínimos de fundos próprios e de passivos elegíveis', decorrente da entrada em vigor do Mecanismo Único de Resolução bancária da Zona Euro iniciado este ano."

No relatório enviado esta tarde à CMVM, o conselho de administração do banco sublinha ainda que esta oferta pode reforçar a capacidade do BPI para "enfrentar os desafios e oportunidades que se colocam ao setor bancário, designadamente pressão significativa sobre as fontes de receitas, crescentes exigências de capital, aumento dos custos regulatórios, transformação digital e consolidação".

A instituição liderada por Fernando Ulrich realça ainda o facto de a OPA ser "amigável", uma vez que parte de um banco "de grande credibilidade" e que é acionista do BPI desde 1995, tendo sempre "dado apoio à estratégia de crescimento e afirmação" do grupo português.

Entre os pontos positivos assinalados no documento enviado à CMVM, o conselho de administração do BPI releva o fator emprego, nomeadamente o facto de, com esta operação, "o BPI manter o seu estatuto como entidade independente" e "as suas parcerias com o Grupo Allianz", bem como "os princípios que tem seguido na sua política de recursos humanos", promovendo "o desenvolvimento em Portugal de atividades de prestação de serviços a favor do BPI e do CaixaBank suscetíveis de contribuir para a criação de empregos qualificados em Portugal".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG