Bitcoin vive nova euforia: moeda virtual ultrapassa pela primeira vez os 20.000 dólares

A moeda virtual mais popular do mundo vive um novo período de euforia que a tem levado a bater recordes. Entrada de investidores institucionais tem ajudado.

A bitcoin, a maior moeda virtual do mundo, valorizou 7% para os 20.787 dólares, esta quarta-feira, atingindo um novo máximo histórico e passando pela primeira vez a marca dos 20.000 dólares (16.400 euros).

Os entusiastas desta critomoeda têm citado o interesse demonstrado na bitcoin por investidores institucionais para explicar o comportamento da moeda em 2020, ano em que quase triplicou o seu valor.

"O foco muda para o próximo número redondo 30.000 dólares", disse Antoni Trenchev, co-fundador e diretor-geral da Nexo, uma criptomoeda, citado pela agência Bloomberg. Este "é o início de um novo capítulo para o bitcoin. É uma narrativa à qual os media e os investidores de retalho se podem agarrar, porque eles estiveram visivelmente ausentes desta subida".

Os adeptos da bitcoin têm defendido que a moeda pode ser um instrumento de refúgio para os investidores dada a política monetária dos bancos centrais de modo a lidarem com a grave crise económica provocada pelas medidas adotadas pela maioria dos governos na gestão da epidemia.

O panorama de baixas taxas de juro tem levado algumas firmas de Wall Street a tentar beneficiar da subida da bitcoin. Por exemplo, a Guggenheim Partners, afirmou recentemente que pode investir até 10% do seu fundo Macro Opportunities, que gere 5,3 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros), num fundo de bitcoin.

A passagem do marco dos 20.000 dólares ocorre depois de no final de novembro a bitcoin ter superado o seu máximo histórico alcançado há três anos.

A bitcoin - vista como o ouro das criptomoedas -foi lançada no final de 2008 por um programador anónimo, na sequência da crise financeira global. Ao longo dos anos, a moeda tem sido associada à 'dark web' mas tem vindo a tornar-se popular entre investidores em geral, que procuram aproveitar a nova 'febre' da bitcoin.

jornalista do Dinheiro Vivo

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