BCE mantém taxas de juro inalteradas

A taxa de juro de refinanciamento, a referência principal do custo cobrado aos bancos comerciais por irem levantar fundos regulares junto do BCE, ficou em 4,5%. É preciso recuar ao tempo da grande crise financeira mundial (outono de 2008) para encontrar um nível superior (4,73%).
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As taxas de juro diretoras da Zona Euro, definidas pelo Banco Central Europeu (BCE), ficaram em pausa pela segunda reunião consecutiva, permanecendo assim num dos níveis mais elevados desde que existe a área da moeda única, há 25 anos, anunciou esta quinta-feira a autoridade monetária presidida por Christine Lagarde.

A taxa de juro das operações principais de refinanciamento, a referência principal do custo cobrado aos bancos comerciais por irem levantar fundos regulares junto do BCE, ficou em 4,5%. É preciso recuar ao tempo das implosões de bancos gigantes e da grande crise financeira mundial (outono de 2008) para encontrar um nível superior (4,73%).

Antes disso, é preciso recuar ao tempo das falências em massa das empresas tecnológicas no início dos anos 2000 (a abril de 2001 mais concretamente), para encontrar o custo mais elevado de sempre em termos de taxa diretora principal (4,9%).

Segundo o BCE, as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito também "permanecerão inalteradas em 4,75% e 4%, respetivamente".

Já era largamente esperado pela maioria dos observadores do mercado, mas ainda assim a pausa de hoje surge com um misto de alívio (ajuda a travar a subida desenfreada das taxas Euribor a que se assiste desde o início de 2022), mas também de apreensão por causa das inúmeras e graves incertezas que pairam no horizonte, sobretudo as ligadas às guerras e às tensões geopolíticas que perturbam os preços da energia, dos alimentos e das principais matérias primas.

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