Montepio Geral mantém marca ainda que possa mudar de nome

"Montepio" continuará a ser a imagem de marca do banco que, segundo Carlos Tavares, poderá mudar formalmente de nome

O presidente da Caixa Económica Montepio Geral defende que o banco manterá a marca Montepio, desde logo nos nomes dos balcões, ainda que possa formalmente mudar de nome, decisão que ainda não está tomada.

"Pode mudar o nome [Caixa Económica Montepio Geral], mas mantém Montepio", disse Carlos Tavares aos jornalistas, em Lisboa, acrescentando que ainda não há qualquer decisão sobre se isso acontecerá ou não.

A marca Montepio manter-se-á assim nas suas instalações, nomeadamente nos balcões do banco.

O Montepio fez recentemente um estudo de mercado sobre a possibilidade de mudar o nome, tendo concluído que há uma rejeição dos clientes.

Segundo o responsável, o Banco de Portugal nunca reclamou uma mudança de nome mas a necessidade de "distinguir produtos bancários e não bancários", considerando Carlos Tavares que isso "é simples de tratar" através da "caracterização clara da tipologia de produtos e da sua designação".

Carlos Tavares disse ainda que quer que sejam os trabalhadores da Caixa Económica Montepio Geral -- e não os da Associação Mutualista Montepio Geral -- a vender produtos financeiros, porque são esses que têm formação para isso.

Atualmente, numa espécie de projeto-piloto, em algumas agências da Caixa Económica Montepio Geral foram criados balcões de atendimento mutualistas onde são comercializados apenas produtos da Associação Mutualista Montepio Geral.

O ex-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disse também que, ainda que sejam os trabalhadores do banco a vender os produtos financeiros da Associação Mutualista Montepio, os balcões mutualistas permanecerão, uma vez que têm outras funções de contacto com os associados da mutualista.

Em alguns produtos da Associação Mutualista vendidos pela Caixa Económica Montepio Geral haverá mudanças de nome, caso do produto 'Capital Certo'.

Em março, no parlamento, o diretor de supervisão prudencial do Banco de Portugal considerou fundamental que os clientes percebam os riscos associados aos produtos da Associação Mutualista Montepio e da Caixa Económica Montepio, mas que isso não implica necessariamente a alteração de marcas.

"Não determinamos que necessariamente alterasse a marca, até porque existem determinadas sinergias que importa ponderar", disse Luís Costa Ferreira, na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.

Nos últimos anos, a crise que viveu o Grupo Montepio fez os reguladores e supervisores aumentarem a atenção sobre os produtos vendidos, já que uma entidade é a Associação Mutualista Montepio Geral e outra a Caixa Económica Montepio Geral (o banco, detido a 100% pela mutualista), com produtos diferentes e também proteções diferentes em caso de dificuldades das instituições.

A Caixa Económica comercializa os seus produtos e serviços financeiros, mas também serve de intermediário para venda de produtos de poupança da Associação Mutualista destinados aos associados desta. No caso dos produtos mutualistas, os clientes têm de ter em atenção que estes não são depósitos, não estando salvaguardados pelo Fundo de Garantia de Depósitos (que garante os depósitos até 100 mil euros).

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