Avaliação bancária das casas volta a subir para valor mais alto do último ano

Valor médio fixou-se em junho nos 1272 euros por metro quadrado. Algarve foi a região onde a avaliação bancária mais cresceu.

Em junho, o valor médio de avaliação bancária aumentou sete euros face ao mês anterior. O preço a que os bancos avaliam as casas para a concessão de crédito fixou-se nos 1272 euros por metro quadrado, de acordo com os números divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No que diz respeito aos apartamentos, o valor médio de avaliação bancária foi de 1353 euros por metro quadrado, sendo o Algarve a região com os preços mais elevados (1700 euros por metro quadrado). Comprar apartamento é mais barato no Alentejo, onde o valor médio de avaliação bancária se fixa nos 1069 euros por metro quadrado.

Nas moradias, a avaliação bancária subiu cinco euros para 1142 euros por metro quadrado. Os valores mais elevados são praticados no Algarve (1568 euros por metro quadrado) e na Área Metropolitana de Lisboa (1568 euros por metro quadrado. Abaixo dos mil euros por metro quadrado, estão as moradias na região Centro.

Fazendo a comparação ao período homólogo, o valor médio das avaliações subiu 7,8%, tendo o valor dos apartamentos e das moradias aumentado 9,3% e 6%, respetivamente. O maior crescimento verificou-se no Algarve, onde o valor do metro quadrado cresceu 11,2%.

Peça publicada originalmente em Dinheiro Vivo

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.

Premium

Marisa Matias

A invasão ainda não acabou

Há uma semana fomos confrontados com a invasão de territórios curdos no norte da Síria por parte de forças militares turcas. Os Estados Unidos retiraram as suas tropas, na sequência da inenarrável declaração de Trump sobre a falta de apoio dos curdos na Normandia, e as populações de Rojava viram-se, uma vez mais, sob ataque. As tentativas sucessivas de genocídio e de eliminação cultural do povo curdo por parte da Turquia não é, infelizmente, uma novidade, mas não é por repetir-se que se deve naturalizar e abandonar as nossas preocupações.