Areais mais limpos no final do verão

A edição de 2022 da campanha "A Praia não é um Cinzeiro", promovida pela Tabaqueira, chegou ao fim com 13 700 cinzeiros distribuídos pelos areais portugueses, numa ação cujo objetivo é consciencializar para a necessidade de descartar corretamente os resíduos provenientes dos produtos de tabaco.

Entre 26 de julho e 4 de setembro a campanha "A praia não é um cinzeiro" percorreu 25 praias nacionais - incluindo os Açores e a Madeira -, com a distribuição de cinzeiros e ações de recolha de beatas do areal a servirem de mote à sensibilização da população para a necessidade de manter as praias limpas e preservar o ambiente. No final das sete semanas, a campanha somou 13 700 cinzeiros distribuídos e várias centenas de litros de beatas retiradas das praias. No futuro a campanha poderá chegar às zonas rurais e a vários monumentos nacionais.

Com início em Santo Amaro de Oeiras e término na Calheta, Ilha da Madeira, a iniciativa da Tabaqueira, em parceria com o Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF, contou com a parceria de várias entidades locais. Como explicou no início da campanha Rui Minhós, diretor institucional de Assuntos Institucionais da Tabaqueira, o objetivo foi multiplicar os contactos com os veraneantes e fazer passar a mensagem "de que é necessário fazer o correto descarte dos resíduos provenientes dos produtos de tabaco".

Preservar o azul

Os filtros dos produtos de tabaco são produzidos à base de acetato de celulose, um bioplástico que se degrada lentamente. Sendo dos resíduos mais presentes na natureza, uma grande percentagem de beatas acaba nos oceanos, nos rios e nas praias de todo o mundo. A campanha "A praia não é um cinzeiro" insere-se na estratégia de sustentabilidade da Tabaqueira e do grupo Philip Morris International (PMI) que tem por objetivo reduzir em 50% os resíduos plásticos que resultam dos seus produtos até 2025 (face aos valores de 2021).

A Câmara Municipal de Caminha foi uma das parceira da iniciativa, com o seu presidente , Miguel Alves, e o presidente da Junta de Feguesia de Vila Praia de Âncora, a participarem na ação de plogging - conceito que alia a prática de exercício físico à recolha de lixo -, que reuniu cerca de uma centena de voluntários naquela praia nortenha.

"Vila Praia de Âncora não é um cinzeiro, as nossas praias não são um cinzeiro, e é por isso que temos quatro praias atlânticas Bandeira Azul, uma praia fluvial Bandeira Azul e gostaríamos de preservar essa marca azul que temos no nosso território", referiu Miguel Alves na altura.

"As pessoas podem não ter a noção, mas uma beata pode demorar até 10 anos a degradar-se no meio ambiente. Mas, pior do que isso, essa beata não é um produto neutro, tem vários produtos químicos que são tóxicos", alertou o autarca que apelou à consciencialização e responsabilidade de todos. Um apelo a que responderam os voluntários de Vila Praia de Âncora onde, em pouco mais de uma hora, foram recolhidos 52 litros de pontas de cigarros.

A praia de Santa Eulália, no Algarve, também foi cenário da iniciativa. "Esta ação que visa, acima de tudo, a sensibilização dos utentes das praias, mas também a recolha das beatas do areal, tem um resultado imediato na limpeza da praia e, também, mais importante, uma mensagem de educação e ensinamento que terá um resultado a longo prazo, na protecção dos nossos oceanos, rios e praias", refere Karine Brites, diretora do resort Grande Real Santa Eulália, que se associou à iniciativa.

Um esforço diário para um futuro melhor

Envolver o colaborador, envolver o cliente e apoiar a comunidade local. Estes são os eixos que norteiam a política de responsabilidade social e ambiental do Real Hotels Group. "Nas decisões que tomamos, consideramos as comunidades onde estamos inseridos e o ambiente onde operamos através do investimento em infraestruturas que colmatam necessidades e apoios", garante Mariana Brodheim, diretora de Marketing do grupo, que sublinha o esforço diário da empresa na minimização da pegada ambiental.

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