O Estado prevê arrecadar, no próximo ano, e por via dos Impostos Especiais de Consumo, cerca de 216 milhões de euros com a subida do imposto sobre o tabaco (176,6 milhões de euros) e do IABA - Imposto sobre o álcool e as bebidas alcoólicas (39,6 milhões de euros)..Os valores, constantes do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), são justificados pelo Executivo "pela combinação entre o crescimento do consumo privado e da procura interna no próximo ano e a atualização das taxas de imposto proposta". O Governo salienta ainda que no caso do tabaco, os aumentos se prendem com "promoção da saúde"..Neste ponto, o OE detalha que que esta reforma de destina a 1,5 milhões de cidadãos e que a tributação dos cigarros será levada a cabo, independentemente do seu preço e sempre com "base no respetivo malefício para a saúde pública, com um aumento da tributação, sobretudo nos produtos mais baratos". Para desta forma se constitua "um entrave à entrada de novos consumidores"..Da mesma forma a tributação dos cigarros em Portugal será alinhada com a média europeia, devendo existir um mecanismo "de atualização automática do imposto sobre o tabaco", sendo que a tributação de cigarrilhas, tabaco de enrolar/corte fino, tabaco aquecido, cigarros eletrónicos com nicotina vai ser harmonizada com a tributação dos cigarros..O OE explica ainda que por apresentarem uma perspetiva de crescimento exponencial, os cigarros eletrónicos sem nicotina também passam a ser tributados..Já no que diz respeito ao IVA - Imposto sobre o Valor Acrescentado, o OE2024 prevê o alargamento para a taxa de 13% para um conjunto de "bebidas na prestação de serviços de restauração, nomeadamente sumos, néctares e águas gaseificadas"