O último dia da conferência internacional da "Economia da Longevidade" juntou em Salamanca mulheres de várias áreas em discussões sobre o desenvolvimento da longevidade na perspetiva da sustentabilidade..A portuguesa Ana João Sepúlveda (40+Lab), juntamente com Paz Martín (Fundación Arquitectura e Sociedad) e Maria Laffaire (KSNET), iniciaram a manhã desta quinta-feira com uma perspetiva ibérica positiva sobre os desafios e oportunidades da economia da longevidade em Portugal e em Espanha..As três representantes de empresas que promovem o bem-estar dos idosos e atuam através da economia, arquitetura e políticas públicas defendem que ainda há um longo caminho a percorrer para um envelhecimento de qualidade e sem preconceitos - numa altura em que se prevê uma idade média de 90 anos para as mulheres em 2069..Para Ana, Paz e María uma coisa é certa: "Cada vez vai haver mais população idosa". Logo, "dado que não podemos mudar a tendência demográfica, precisamos de ter uma visão sobre a longevidade e não apenas sobre o envelhecimento", afirma Ana João Sepúlveda..Na mesma perspetiva, Concepción Galdón (IE University) acredita que "a longevidade não é apenas o prolongamento da vida, mas sim uma nova realidade", exigindo novos paradigmas que unem os jovens aos mais idosos, que proporcionam um envelhecimento saudável e promovem a inovação social..Também Isabel Ferreira, Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional de Portugal, marcou presença neste evento, salientando as oportunidades da estratégia Portugal 2030 e os desafios climáticos, da transição digital e sociodemográficos para a economia da longevidade..ines.dias@dn.pt