Dez crimes que rendem (muitos) milhões

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Costuma dizer-se que o crime não compensa, mas se olharmos para os valores envolvidos em algumas actividades ilícitas somos tentados a rever esta máxima. Se algumas são óbvias, como o tráfico de droga, outras há que surpreendem pelo dinheiro que movimentam mundo fora.

1. Tráfico de órgãos humanos. Este inacreditável comércio vale qualquer coisa como 1,2 mil milhões de dólares por ano. Pessoas pobres em países subdesenvolvidos são o salvos principais alvos desta actividade criminosa que começa a ser conhecida como neo-canibalismo. Alguns dos principais países «compradores» destes órgãos no mercado negro incluem os Estados Unidos da América, o Canadá a Itália ou o Japão.

2. Ouro. O comércio illegal de ouro no mundo rende cerca de 2,3 mil milhões de dólares todos os anos. Peru (onde 40% da produção de ouro é ilegal), Rússia, Uzebequistão, Mali, Brasil, Argentina e Papua Nova Guiné são os principais centros de colecta. Trata-se de ouro extraído em minas sem licença de exploração dos respectivos países e que acaba por entrar no mercado dos países mais ricos. Os mais explorados são, obviamente, os mineiros.

3. Madeira exótica. Qualquer coisa como 4,9 mil milhões de euros é quanto vale o comércio ilegal de madeiras exóticas, originária, principalmente, da África Central, do Sudoeste Asiático e, claro está, da América do Sul. Geralmente, esta madeira acaba na União Europeia ou nos Estados Unidos, após uma curta, mas proveitosa, passagem pela China.

4. Roubo de arte. Esta actividade criminosa vale cerca de 6,3 mil milhões de dólares todos os anos. O roubo de peças de arte em países como a China, a Tailândia, a Turquia, o Afeganistão ou o Iraque alimenta uma gigantesca cadeia ilegal de comércio, acabando nas mãos de multimilionários europeus ou americanos. E como a arte é também uma das formas favoritas de lavagem de dinheiro para os cartéis de droga, são estes que já controlam parte significativa desta actividade.

5. Tráfico de animais selvagens. Este é um crime que vale mais de 10 mil milhões de euros, embora haja quem aponte para números na casa dos 25 mil milhões. Os animais são, na sua maioria, capturados em África e no Sudoeste Asiático e vendidos à China (para medicamentos tradicionais), na Europa e nos Estados Unidos. À custa desta actividade, nos últimos oito anos a população de tigres na Índia caiu 50%.

6. Petróleo. Sabia que há um mercado de comércio ilegal de petróleo? E que movimenta perto de 11 mil milhões de dólares todos os anos? É originário de países como a Rússia, a Arábia Saudita ou a Venezuela. Quem o compra é difícil determinar, mas estima-se que a produção ilegal diária seja de aproximadamente 500 mil barris.

7. Pesca ilegal. À custa da pesca ilegal, são movimentados anualmente 11,3 mil milhões de dólares, principalmente em África e no Sudoeste Asiático. Os clientes estão, principalmente, no Japão, na Europa, nos Estados Unidos, na Coreia e na China. Só na Indonésia são capturadas de forma ilegal, todos os anos, 1,6 milhões de toneladas de peixe, que acabam por entrar nos mercados internacionais.

8. Tráfico Humano. Negociar pessoas rende anualmente 31,6 mil milhões de euros. Muitos destes novos escravos são provenientes de países da ex-União Soviética, Brasil, Colômbia, África, Índia, Paquistão e China. Todos os anos são «traficadas» 2,5 milhões de pessoas.

9. Falsificação de dinheiro. O principais países onde a contrafacção de moeda é um negócio florescente, e que rende 250 mil milhões de dólares por ano, incluem a China, a Rússia, a Malásia ou as Filipinas. O dólar é a moeda mais falsificada a nível mundial.

10. Tráfico de droga. Este é o negócio ilícito mais rentável à escala planetária, representando qualquer coisa como 300 mil milhões de dólares. Isto só para falar nos estupefacientes que atravessam as fronteiras internacionais. A cocaina e a heroína são, de longe, as drogas mais traficadas e as matérias-primas têm como origem o Afeganistão (que produz 75% dos opiáceos a nível mundial), a Birmânia (agora Myanmar) e o México. A transformação é feita noutras paragens. No caso da cocaína, por exemplo, Colômbia, Bolívia e Peru controlam quase toda a produção

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