Xavi apontado ao cargo de treinador do Bétis de William Carvalho

Internacional espanhol que fez carreira no Barcelona anunciou esta semana que vai acabar a carreira no final desta época no Al-Sadd de Jesualdo Ferreira. Bétis pensa no médio para substituir Quique Setién.

Xavi Hernández, internacional espanhol e grande figura do Barcelona que esta semana anunciou o final de carreira, pode tornar-se treinador de William Carvalho na próxima época no Bétis de Sevilha.

A notícia é avançada esta sexta-feira pelo jornal desportivo espanhol Sport. De acordo com o diário catalão, o treinador Quique Setién vai deixar o emblema sevilhano no final da temporada e os dirigentes do clube estão inclinados a convidar Xavi, naquela que seria a sua primeira experiência como treinador.

Xavi Hernández, de 39 anos, atua no Al-Sadd, clube do Qatar treinado pelo português Jesualdo Ferreira. Mas esta semana anunciou que se vai retirar no final da época e fez questão de anunciar que ia continuar ligado ao futebol... mas como treinador.

"É um privilégio poder jogar futebol até aos 39 anos e gostava de terminar esta época com a conquista da Taça e a qualificação para a próxima fase da Liga dos Campeões asiática. É a minha última época enquanto jogador, mas estou desejoso de ver o que me espera o futuro como treinador", afirmou o médio, 133 vezes internacional por Espanha (13 golos).

O Bétis, apesar do investimento feito esta temporada, está atualmente no 11.º lugar da liga espanhola e quando faltam três jornadas para o final do campeonato, só um milagre poderia colocar a equipa num lugar com acesso à Liga Europa.

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Clima: mais um governo para pôr a cabeça na areia

Poderá o mundo comportar Trump nos EUA, Bolsonaro no Brasil, Erdogan na Turquia e Boris no Reino Unido? Sendo esta a semana do facto consumado do Brexit e coincidindo com a conferência do clima da ONU, vale a pena perguntarmos isto mesmo. E nem só por razões socioideológicas e políticas. Ou sobretudo não por estas razões. Por razões simples de simples sobrevivência do nosso planeta a que chamamos terra - porque é isso que é fundamentalmente: a nossa terra. Todos estes líderes são mais ou menos populistas, todos basearam as suas campanhas e posteriores eleições numa visão do mundo completamente conservadora - e, até, retrógrada - do ponto de vista ambiental. E embora isso seja facilmente explicável pelas razões que os levaram à popularidade, é uma das facetas mais perigosas da sua chegada ao poder. Vem tudo no mesmo sentido: a proteção de quem se sente frágil, num mundo irreconhecível, em acelerada e complexa mudança, tempos de um paradigma digital que liberta tarefas braçais, em que as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, em que os jovens podem saber mais do que os mais velhos... e em que nem na meteorologia podemos confiar.

Premium

Pedro Lains

Boris Johnson e a pergunta do momento

Afinal, ao contrário do que esperava, a estratégia do Brexit compensou, isto é, os resultados das eleições desta semana deram uma confortável maioria parlamentar ao homem que prometeu a saída do Reino Unido da União Europeia. A dimensão da vitória põe de lado explicações baseadas na manipulação das redes sociais, da imprensa ou do eleitorado. E também põe de lado explicações que colocam o desfecho como a vitória de uma parte do país contra outras, como se constata da observação do mapa dos resultados eleitorais. Também não se pode usar o argumento de que a vitória dependeu de um melhor uso das redes sociais, pois esse uso estava ao alcance de todos e se o Partido Trabalhista não o fez só ele pode ser responsabilizado. O Partido Conservador foi mais profícuo em mentiras declaradas, mas o Partido Trabalhista prometeu coisas a mais, o que é diferente eticamente, mas não do ponto de vista da política eleitoral. A exceção, importante, mas sempre exceção, dada a dimensão relativa da região, foi a Escócia, onde Boris Johnson não entrou. Mas a verdade é que o Partido Conservador conseguiu importantes vitórias em muitos círculos tradicionalmente trabalhistas. Era nessas áreas que o Manifesto de esquerda tradicional teria mais hipóteses de ganhar, pois são as áreas mais afetadas pela austeridade dos últimos nove anos. Mas tudo saiu ao contrário. Porquê?