O presidente Luís Filipe Vieira com a maqueta da expansão do Seixal.

Caixa Futebol Campus

Viagem à nova 'caixa forte' do Benfica, que vai continuar a crescer

Luís Filipe Vieira abriu as portas do centro de treinos do Seixal para dar a conhecer os novos interiores da fábrica de talentos e da casa da equipa principal. "Este é o principal projeto estratégico do Benfica", disse o presidente, orgulhoso, projetando já uma nova expansão da academia.

O Benfica abriu nesta terça-feira as portas do Caixa Futebol Campus, o centro de formação e treinos das suas equipas de futebol, para mostrar o final das obras de expansão da casa no Seixal. O presidente Luís Filipe Vieira foi o orgulhoso cicerone, acompanhado pelo seu estado-maior, do qual se destacam o diretor Pedro Mil-Homens, o administrador Rui Costa e o treinador Bruno Lage.

No total, são quase 13 mil metros quadrados entre as novas instalações e a área remodelada, que permitiram concentrar todos os recursos e departamentos das várias áreas do futebol encarnado, onde a formação e o futebol profissional vivem lado a lado, com condições de trabalho semelhantes, mas com zonas bem definidas.

A visita começou no novo refeitório da equipa principal, que já não tem de partilhar o espaço com os jovens da formação. Um espaço amplo, no piso zero, que ao fundo tem um ecrã com as indicações do departamento de nutricionismo.

Após as refeições, os futebolistas têm um espaço ao lado para passar umas horas de lazer, com televisão, matraquilhos, PlayStation, um alvo para jogar dardos e até uma jukebox para quem quiser fazer de disc jockey. Numa zona mais reservada está um quadro para o check-in para os quartos, com fotos de cada um dos atletas e do presidente, que tem reservado o quarto 301.

Quartos com vista para o Tejo

No piso 3, com vista para o rio Tejo, ficam os quartos individuais, distribuídos ao longo de um corredor com mais de cem metros, ao melhor estilo dos hotéis de cinco estrelas. A equipa principal fica instalada no andar mais alto e no piso 2 ficam os juvenis A e juniores, em quartos duplos e com uma sala de convívio onde as consolas não podem faltar. Numa das paredes destaca-se a foto gigante do interior do Estádio da Luz, o palco onde, afinal, todos eles um dia sonham jogar. O piso 1 é destinado aos infantis e aos juvenis B.

A área que maior curiosidade desperta e onde poucos podem entrar situa-se no piso -1. A placa a dizer "acesso restrito" antes das escadas diz quase tudo... É por ali que entram ao serviço os futebolistas da equipa principal. Ao descer as escadas é impossível não reparar numa pintura gigante em que sobressaem mãos a segurar na taça de campeão nacional, com a palavra "Reconquista", que é uma espécie de mote dos encarnados para esta época.

Ao fundo das escadas há todo um mundo novo. Desde logo uma pequena sala de convívio onde são servidos os pequenos-almoços. E logo ali os jogadores são informados de todo o plano de trabalho para a semana, que é mostrado num televisor. Ao fundo da sala, a vermelho, a palavra "Insaciáveis", que depois é replicada em todos os idiomas do plantel. Antes da porta que dá acesso aos gabinetes do staff técnico e ao balneário, são expostas fotos do jogo anterior e um ecrã com o próximo adversário e o tempo que falta para essa partida, no caso o jogo com o Eintracht Frankfurt, nesta quinta-feira no Estádio da Luz, a contar para a Liga Europa.

O local sagrado da equipa principal

Aquela que se chama de local sagrado da equipa principal está à vista. A sala de tratamento dos lesionados, onde sobressai a palavra "Inquebráveis", antecede o balneário, onde Rui Costa pediu para que ninguém recolhesse imagens. Em cada um dos cacifos está o nome do jogador a que pertence e por baixo os troféus que conquistou ao serviço do Benfica. É ali que se distingue quem tem peso no balneário, com Jardel, Salvio, André Almeida, Fejsa, Samaris, Pizzi e Jonas a destacarem-se dos demais.

Cada um dos atletas tem no seu lugar um iPadonde, assim que chegam ao balneário, podem ficar a par de todos os seus parâmetros físicos e não só, que são monitorizados pelo staff de apoio à equipa técnica. Até a qualidade do sono de cada um deles é avaliada e transmitida aos atletas através desse iPad. Não há nada que escape.

No balneário destacam-se também televisores, onde durante a semana passam situações relacionadas com o adversário seguinte ou com a própria equipa que os treinadores pretendem ver corrigidos. O próximo adversário do Benfica tem também um espaço próprio a um canto, um quadro branco onde é afixado o seu onze e algumas características para as quais a equipa tem de ter atenção.

A seguir à área de chuveiros, há então a área de recuperação, com piscina de hidromassagem, jacuzzi e um tanque de água gelada muito utilizada pelos jogadores após o esforço físico. "Só podem lá estar cinco minutos", avisou Rui Costa. Afinal, esta é uma técnica muito utilizada na recuperação muscular.

Os corredores levam-nos depois até ao ginásio, onde se destacam várias máquinas e na parede as indicações do que cada um dos jogadores tem de fazer em cada dia. Ao lado, os gabinetes médicos, de nutricionismo e a área de avaliação física, que acabam por estar no meio, a separar o ginásio dos seniores do das camadas jovens, para que todos os atletas possam ter acesso e ao mesmo tempo possam ser observados pelas diversas especialidades.

Entre corredores e escadas, chegamos ao piso 1 dessa área de trabalho, onde se encontram os gabinetes das várias equipas técnicas dos escalões de formação. É ali que se prepara todo o trabalho diário e os jogos. Naquela zona, as paredes são de vidro, para que todos se possam ver e mais facilmente poderem comunicar.

Vêm aí mais campos, um polo hoteleiro e um colégio

A viagem ao coração do Benfica termina com uma visita ao gabinete do presidente Luís Filipe Vieira, com vista privilegiada para o campo número um do Caixa Futebol Campus, onde habitualmente joga a equipa B, e a uma sala ampla na qual está exposta uma maqueta gigante de todo o complexo, mostrado com orgulho pelo presidente dos encarnados, que faz questão de dizer que já está a preparar uma terceira fase de expansão do centro de treinos.

"Estamos a negociar um terreno, mas, se porventura não chegarmos a acordo com os proprietários, de certeza que iremos projetá-lo mais à frente, numa herdade com 42 hectares que compramos recentemente", garantiu Vieira. Em causa está o terreno contíguo ao Caixa Futebol Campus, que pertence à Diocese de Setúbal, que permitirá a construção de mais um polo hoteleiro e seis campos relvados, cujo objetivo é receber equipas estrangeiras que pretendam estagiar no Seixal. Na prática, será uma fonte de receita dos encarnados. Se o negócio não se concretizar, já existe o tal terreno alternativo adquirido pelo Benfica, não muito longe do centro de treinos.

"Ninguém vai demover o propósito de darmos continuidade ao desenvolvimento deste projeto, que é o principal projeto estratégico do Benfica. Vamos projetar talento para o Benfica, para as seleções nacionais e também para o futebol internacional", assumiu Luís Filipe Vieira, que mostrou ainda a zona onde ficará o colégio internacional já projetado pelos encarnados, que ficará numa das extremidades do complexo. Outra novidade é um terreno junto ao rio Tejo, que é propriedade dos encarnados e que será vendido para urbanização, mas que não será explorado pelo Benfica.

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