Waldschmidt. O rolo compressor alemão deixa Benfica mais líder

Benfica termina a quinta jornada da I Liga com mais cinco pontos do que o FC Porto e o Sporting, que empataram em Alvalade (2-2). Vitória sobre o Rio Ave neste domingo (3-0) com Darwin e Waldschmidt em grande. É o melhor arranque de Jesus na Luz.

Três golos, dois anulados, um penálti revertido e liderança reforçada. Eis o resumo do jogo do Benfica com o Rio Ave este domingo (3-0), na quinta jornada da I Liga. Quatro vitórias em quatro jogos e cinco pontos de vantagem sobre a concorrência à quinta jornada é coisa para fazer deslumbrar os crentes e convencer alguns céticos.

O Benfica sabia que vencendo em Vila do Conde ficava com mais cinco pontos do que os rivais FC Porto e Sporting (e Santa Clara), que empataram no sábado, em Alvalade (2-2), e não deu hipóteses ao Rio Ave. Uma entrada fortíssima das águias na Vila dos Arcos movida a gasolina alemã. Waldschmidt marcou dois e ainda viu o árbitro anular-lhe mais um.

O vegetariano alemão filho de um antigo jogador alemão, Wolfgang Waldschmidt, conhecido por Il Bomber, por comparação com Der Bomber (Gerd Müller), um dos maiores goleadores alemães de sempre, está em grande forma e soma já quatro golos em quatro jogos. Chamado à seleção alemão, tendo-se estreado a marcar com a camisola da Mannschaft, na semana passada, antes de voltar à Luz e fazer mais dois.

Uma dupla de centrais made in Premier League. Com Vertonghen de regresso ao eixo da defesa com proteção facial para fazer dupla com Otamendi, Jardel ficou no banco de suplentes. Na frente, Jesus manteve a aposta em Waldschmidt e o alemão iria mostrar porquê. Dois golos marcados, um passe para um golo anulado a Darwin e mais um golo anulado em 45 minutos mostram toda a influência do jovem alemão na estratégia ofensiva das águias.

O Benfica entrou muito forte no jogo. Assim como Jesus gosta, sem deixar o adversário respirar. E, no caso, a expor as fragilidades defensivas da equipa de Mário Silva. O técnico do Rio Ave fez algumas mudanças no onze em comparação com o jogo com o Famalicão, apresentando um onze mais próximo daquele que entrou em campo contra o AC Milan.

Ofensivamente a equipa de Vila do Conde não se encolhia, muito pelo contrário, mas a linha média dos encarnados boicotava quase todas as investidas. Prova disso é que o Rio Ave só conseguiu fazer 1 remate à baliza (por Ivo Pinto, que teve o empate nos pés aos 17 minutos, mas Vlachodimos) contra os cinco do Benfica. A equipa de Jesus teve ainda mais posse de bola (56%).

Penálti revertido e golo de Gabriel

Marcar quatro golos e ir para o intervalo a vencer por apenas 2-0 era coisa para desmotivar as águias e motivar os de Vila do Conde para o segundo tempo. A equipa de Marco Silva regressou mais assertiva nas marcações e na ocupação dos espaços, controlando mais de perto as ações encarnadas, mas sem conseguir fazer estragos de maior. Aos 54 minutos de jogo Lucas Piazón tentou mudar o rumo dos acontecimentos, mas Vlachodimos não deixou. Uma grande defesa do guarda-redes do Benfica no jogo 100 pelas águias, que manteve o rumo dos acontecimentos a favor do líder do campeonato.

Darwin mostrou grande capacidade em ganhar espaços e servir os colegas - já tem cinco assistências para golo em cinco jogos - e ainda ganhou um penálti aos 68 minutos, mas o lance foi revertido por for a de jogo do avançado uruguaio. O Benfica chegaria no entanto ao terceiro golo pela cabeça de Gabriel. O cerebral médio encarnado colocou a sua marca no jogo aos 84 minutos.

Para a história fica a oitava vitória dos encarnados nos últimos oito jogos com o Rio Ave e uma possível lesão grave de André Almeida.

O melhor arranque de Jesus

Com quatro triunfos em quatro jogos, o Benfica precisa de recuar a 2002-03 para encontrar um registo semelhante: então, sob o comando de Jesualdo Ferreira. Depois dessa temporada, há 18 anos, o melhor que as águias tinham conseguido era somar três vitórias e um empate, o que aconteceu sete vezes, em 2004-05, 2009-10, 2011-12, 2014-15, 2016-17, 2017-18 e 2018-19.

Este é também o melhor registo de Jesus na Luz. Na anterior passagem do técnico, o Benfica empatou 1-1 na receção ao Marítimo, na primeira jornada (2009-10), 2-2 no reduto do Gil Vicente, também na primeira (2011-12), e 1-1 com o Sporting, na terceira (2014-15).

FIGURA(S) DO JOGO

Darwin e Waldschmidt

"O Darwin em todos os jogos tem assistido os colegas para fazer golo, hoje o Luca dá-lhe uma bola porque ele sabe quanto o Drawin já lhe deu. É um jogador que sabíamos que é difícil de parar, é um miúdo. Tem 21 anos, conhece pouco o jogo, mas tem uma qualidade muito grande. Eles estão a conhecer-se, um fala alemão ou outro nem percebe bem o português, eles comunicam através do jogo." Assim resumiu Jorge Jesus atuação dos dois avançados em Vila do Conde.

VEJA OS GOLOS

0-3 Gabriel (Benfica)

0-2 Waldschmidt (Benfica)

0-1 Waldschmidt (Benfica)

FICHA DE JOGO

Jogo no Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde

Rio Ave - Benfica, 0-3

Marcadores:0-1, Waldschmidt, 6 minutos; 0-2, Waldschmidt, 45'+4'; 0-3, Gabriel, 84'

Equipas:

Rio Ave: Kieszek, Ivo Pinto, Santos, Borevkovic, Nélson Monte, Filipe Augusto, Tarantini (Gelson Dala, 62'), Carlos Mané (Gabriel Sousa, 76'), Francisco Geraldes (Ronan, 62'), Lucas Piazón (Diego Lopes, 76') e Bruno Moreira (Pelé, 62')

Treinador: Mário Silva

Benfica: Vlachodimos, André Almeida (Gilberto, 13'), Otamendi, Vertonghen, Grimaldo, Gabriel, Pizzi, Rafa (Nuno Tavares, 81'), Everton (Weigl, 66'), Waldschmidt e Darwin (Seferovic, 81')

Treinador: Jorge Jesus

Árbitro: João Pinheiro (AF Braga)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Gilberto (78'), Otamendi (80'), Ivo Pinto (81') e Weigl (90'+2')

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19

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