Varandas: "Houve treinadores que recusaram porque não querem aturar um clube como este"

Presidente do Sporting concedeu este sábado uma entrevista ao Jornal da Noite, da SIC

Frederico Varandas abordou este sábado a contestação de que ele e a equipa têm sido alvo por parte dos adeptos nos últimos jogos no Estádio José Alvalade. "Aqueles jogadores merecem preferir jogar fora de de Alvalade? Isto afeta. Mas os sportinguistas sabem distinguir o protesto genuíno do premeditado, grupos que preferem que as coisas corras mal para manter as coisas como estavam. Há ferida aberta enquanto as pessoas não a quiserem fechar. Aquelas pessoas insultarem ou dizerem que sou o maior vale zero. Insultarem-me vale zero. Existem minorias que preferem o caos e outros dividir para reinar. E até são burros pois quando forem para lá vão ver o clube pior, vão provar do próprio veneno. No Sporting é pior, se calhar é o nosso código genético. Não é num ano que se vai apagar este fosso", atirou o presidente do Sporting, em entrevista no Jornal da Noite da SIC.

"Entendo o descontentamento de quem vai a Alvalade. Mas tem de perceber que os órgãos sociais são sportinguistas que sentem o clube. Partilho essa tristeza genuína. Mas não subscrevo o descontentamento generalizado. A época passada muito boa para mim, pois nos últimos 11 anos não fizemos melhor. É legítimo à primeira derrota este ano começar-se a gritar 'joguem à bola'", prosseguiu.

O líder leonino considera que não foi indelicado com Leonel Pontes e deixa elogios a Silas, o novo treinador. "É um jovem, um treinador sem medo. Silas não tem medo de apostar em jogadores, independentemente da idade", frisou, falando ainda de Marcel Keizer: "Não caiu pela primeira derrota. Foi escolhido por ter um perfil. Keizer teve dificuldades em adaptar-se ao futebol português. Houve sinais. A forma como se perdia ou se controlava os jogo e entendemos que, apesar dos títulos, estava na hora."

O presidente sportinguista confessou que tentou Leonardo Jardim e José Mourinho, revelando que o special one lhe deixou elogios. "Outros treinadores portugueses recusaram porque não têm paciência para aturar um clube como este", acrescentou, sem referir nomes.

Frederico Varandas referiu os rivais para pedir tempo para montar uma máquina. "Os adeptos querem é ganhar mas ando na rua e os adeptos dizem-me 'olhe para os nossos rivais, para a máquina do rival da Segunda Circular'. Eu olho e digo que já vi. Faço então a pergunta: Quantos anos começaram eles a montar? A nossa máquina está a ser montada desde o dia 1. Não é numa época nem duas", frisou.

Sobre a não inscrição de Pedro Mendes na Liga, o líder leonino atirou a responsabilidade para Keizer. "É preciso contar a história, não é por marcar golaços. Ele já fez vários golaços. Quem faz a escolha dos jogadores na pré-época é o treinador. Keizer não acreditava em Pedro Mendes. É uma opinião. Quando Keizer sai, no último dia de apresentação das listas houve muitas decisões nesse dia em contrarrelógio. Se tivéssemos as condições atuais, faria todo o sentido tê-lo nessa lista. Fizemos um trabalho muito bom mas não foi perfeito, cometemos vários erros. A escolha foi do treinador mas havia de mudar logo a lista sem o novo treinador estar escolhido. Mas não é por aí que as coisas vão correr mal", frisou.

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