Treinador viola quarentena para comprar pasta de dentes e um creme e falha regresso da Bundesliga

Heiko Herrlich saiu do hotel para fazer compras e falha aquele que seria o jogo de estreia no comando do Augsburgo.

Insólito. O treinador do Augsburgo vai falhar o regresso da liga alemã de futebol, previsto para este fim de semana, depois de ter quebrado as regras de quarentena, estabelecidas devido à pandemia da covid-19. Heiko Herrlicha saiu do hotel para comprar pasta de dentes. "Cometi um erro ao deixar o hotel", reconheceu Herrlich, que saiu para comprar pasta de dentes e um creme para a pele, violando o estabelecido no protocolo com as autoridades sanitárias para um regresso seguro da competição.

O treinador admitiu que pertence a um "grupo de risco", por ter tido uma doença grave em 2000, e disse que, apesar de ter seguido todas as regras de higiene na sua saída, não estará no treino desta quinta-feira, nem no jogo de sábado.

Não começa bem a aventura do técnico de 48 anos no comando do Augsburgo. Contratado em março, dias antes da suspensão da Bundesliga devido à pandemia, e faria no sábado a estreia à frente do Augsburgo, que recebe o Wolfsburgo, em jogo da 26.ª jornada da liga alemã.

A Bundesliga se prepara para ser o primeiro grande campeonato a retomar a atividade, mas há clube que ainda têm dúvidas sobre o regresso aos relvados. Há mesmo emblemas, como o Borussia Dortmund, onde joga o português Raphael Guerreiro, disse decidiu libertar de jogador os futebolistas que não o queiram fazer. "Se alguém tem dúvidas ou medo olharemos para a situação de forma racional e damos a liberdade de não jogar", referiu o diretor desportivo do Borussia Dortmund, segundo classificado da liga alemã, a quatro pontos do líder Bayern Munique.

O campeonagto alemão recomeçará no sábado com jogos à porta fechada, 66 dias após a paragem e com um plano rigoroso de prevenção de contágios da covid-19, com o objetivo de terminar a competição no último fim de semana de junho.

A Alemanha registou até esta quinta-feira quase 180 mil casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus e cerca de 8000 mortes.

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